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Europa

Europa questiona ambições econômicas da China em setores estratégicos

media O presidente chinês Xi Jinping no palácio Quirinal de Roma, em 22 de março de 2019. Tiziana Fabi/Pool via REUTERS

No dia seguinte a uma noite de discussões dedicada ao Brexit, o Conselho Europeu está agora interessado no prato principal do encontro entre os líderes do bloco: a nova relação que a Europa pretende construir com o gigante asiático.

Dominique Baillard, enviada especial da RFI à Bruxelas

Os 28 líderes da União Europeia desejam agora construir uma frente comum contra Pequim, com o objetivo de "sair da ingenuidade". Se a China é um parceiro amistoso, explica um membro da comitiva do Palácio do Eliseu, é também um "rival sistêmico", de acordo com o vocabulário usado pela Comissão Europeia.

“Acabamos fazendo uma estratégia do cada um por si”, considera a mesma fonte. Esta manhã, durante as discussões do Conselho, o presidente francês Emmanuel Macron lembrou a necessidade dos países europeus não agirem separadamente: tudo o que nos faz trabalhar em pequenos grupos numa correlação com grandes potências não é uma boa abordagem, segundo Macron.

O Conselho reuniu todos os países europeus que já assinaram um protocolo de acordo sobre as novas Rota da Seda com a China e, em particular, a Itália, que estendeu um verdadeiro tapete vermelho durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping. Em relação a isso, Emmanuel Macron conversou com o chefe do governo italiano durante uma reunião bilateral, a portas fechadas. Giuseppe Conti, no entanto, considera que o seu país respeita as diretivas europeias nas discussões com os chineses.

“Sobre a relação entre a União Europeia e a China, é a primeira vez que temos esse debate e um texto como este que a Comissão apresentou ao Conselho. Eu acho que esse despertar foi necessário”, anunciou mais tarde, no twitter, o presidente francês. A nova estratégia europeia contra a China, composta de novas exigências a Pequim e dispositivos concretos, será detalhada na declaração conjunta que deverá ser adotada após a reunião de cúpula.

As flutuações dos investimentos chineses na Europa

A Europa é o maior parceiro comercial da China. Desde 2010, Pequim investiu quase € 145 bilhões no Velho Continente. A China aproveitou a crise financeira para investir no bloco e comprou o porto grego de Pireu. Os chineses também estão muito presentes em Portugal, com interesses em imóveis e transporte aéreo. A Volvo, Pirelli e o grupo alemão de máquinas Kouka receberam a bandeira chinesa. Os países do leste europeu também estão sujeitos aos interesses chineses. Na França, Pequim comprou vinhedos na Borgonha e Gironde.

Mas, desde 2018, a tendência se inverteu. A Europa está preocupada com investimentos chineses em setores estratégicos, como telecomunicações ou inteligência artificial. Os 28 líderes europeus decidiram controlar essas operações. Eles também querem estabelecer acesso recíproco às compras governamentais.

Como resultado, o investimento chinês caiu 40% no continente somente no ano passado, de acordo com dados do Rhodium Group. Quase metade desse capital está concentrado no Reino Unido, Alemanha e França.

Presidente chinês recebido como um rei na Itália

Segundo Anne Tréca, correspondente da RFI em Roma, o presidente chinês Xi Jinping foi recebido na Itália como um rei pelo presidente da República, Sérgio Mattarella, no pomposo Palácio do Quirinal, com escolta de cavalaria reservada para famílias reais e papas, com direito a um passeio privativo no Coliseu e um jantar generoso. Os italianos não mediram esforços para prestar honras a Xi Jinping e sua esposa, e com razão: dezenas de acordos comerciais forão assinados e os profissionais já estão prevendo uma explosão do turismo asiático na península italiana.

Mas essa reaproximação - iniciada há vários anos - divide o atual governo italiano. A direita denuncia o risco da colonização da Itália pelos chineses. Esta é a diplomacia das laranjas, comenta o diário Il Foglio. "Vamos vender laranjas podres aos chineses, que assumirão nossa infraestrutura e a rede de celulares de 5ª geração", denuncia o jornal.

Alguns temem que a Itália sofra a mesma armadilha que já atingiu países africanos e asiáticos. Um investimento chinês que se torna uma expropriação quando os reembolsos são impossíveis.

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