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Europa

Veto a projeto de fusão entre Alstom e Siemens revela tensão entre europeus

media As duas empresas fabricam os mesmos produtos, o que geraria provavelmente uma reestrutuação das atividades em escala mundial. REUTERS/Staff/Files

As dificuldades enfrentadas pela União Europeia para construir projetos industriais capazes de enfrentar a concorrência da China e dos Estados Unidos são discutidas pela imprensa nesta quarta-feira (6).

O diário econômico Les Echos informa que a Comissão Europeia deverá vetar o projeto de fusão da francesa Alstom com a alemã Siemens, uma operação desejada pelos governos da França e da Alemanha para formar um grande grupo europeu na área de transporte ferroviário.

Segundo Les Echos, o argumento de que a fusão seria necessária para resistir à concorrência do grupo chinês CRRC não convenceu a poderosa comissária europeia da Concorrência, a dinamarquesa Margrethe Vestager, que inspirou a personagem principal da série de TV Borgen. Mas o jornal discorda desse ponto de vista.

Antes da coletiva da comissária, prevista no final da manhã desta quarta-feira em Bruxelas, o ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, antecipou que a proposta seria vetada. "Acredito que a decisão está tomada", afirmou o ministro em entrevista ao canal de TV France 2, sublinhando que se tratava de um "erro econômico" que "vai servir aos interesses da China".

Em seu comunicado, divulgado no final da manhã, a Comissão afirma que vetou a fusão porque "as partes não se propuseram a remediar importantes questões de concorrência identificadas no dossiê", afirmou Vestager.

Além do ministro francês, industriais europeus e o CEO da Alstom, Henri Poupart-Lafarge, criticaram o posicionamento da Comissão por ter limitado sua análise ao mercado interno europeu sem levar em conta o ambiente global em mutação, marcado especialmente pelo surgimento de gigantes chineses como o grupo CRRC no setor ferroviário.

Erros de avaliação no passado

Les Echos entrevistou o advogado Dan Roskis, de um escritório de consultoria especializado nessa área. Ele explica que é raríssimo a União Europeia rejeitar fusões, mas isso já aconteceu no passado com a Schneider e a Legrand, duas empresas francesas do ramo de instalações elétricas, e também entre a americana UPS e a holandesa TNT Express, de remessas expressas.

Os argumentos de Vestager para vetar a fusão entre a Alstom e a Siemens são que a operação poderia provocar um aumento nos preços das tarifas do transporte ferroviário para os usuários finais, elevar o custo de construção de trens, metrôs e equipamentos de sinalização, além de uma redução da oferta desses produtos no mercado e mesmo uma regressão nos investimentos em inovação, explica o advogado.

Outros especialistas evocam as consequências sociais de uma fusão, que certamente levaria à redução de empregos. Os dois grupos fabricam os mesmos produtos, e uma fusão provavelmente geraria uma reestruturação das atividades em escala mundial, com a demissão de centenas de trabalhadores.

Caso o veto venha a ser confirmado, França e Alemanha podem apresentar um recurso para discussão nos tribunais. Mas, por enquanto, essa hipótese doi descartada.

O advogado Dan Roskis recorda que a rejeição ao projeto de fusão da UPS com a TNT Express se revelou um erro, porque o grupo americano Fedex acabou comprando a holandesa TNT, aumentando sua fatia de mercado na Europa. No caso da Schneider, o "não" da Comissão Europeia foi sancionado com uma multa de € 50 mil pelo prejuízo que causou à empresa.

O jornal Opinião nota que a resistência de Vestager à fusão da Alstom com a Siemens está lhe custando duras críticas. A comissária dinamarquesa, que já foi cotada para presidir a Comissão Europeia, está sendo vista como uma tecnocrata retrógrada, ingênua e movida por ideologia, diz a publicação. Na avaliação desse jornal, o momento é ruim para criticar a comissária, que realizou uma avaliação técnica sobre a fusão. Opinião lembra que tudo é motivo, atualmente, para os partidos populistas dizerem que a Comissão Europeia não serve para nada. Não deixa de ser verdadeiro que encontrar consensos na Europa é uma tarefa árdua.

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