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Europa

Vence ultimato da UE para que Maduro convoque novas eleições presidenciais

media O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante comemoração do vigésimo aniversário da Revolução Bolivariana, em Caracas, no sábado (2). REUTERS/Manaure Quintero

Expira neste domingo (3) o prazo de oito dias que seis países da União Europeia (UE) estabeleceram para que Nicolás Maduro convoque novas eleições presidenciais. Caso contrário, Alemanha, Espanha, França, Holanda, Portugal e Reino Unido reconhecerão o opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

A ministra francesa das Relações Exteriores, Nathalie Loiseau, classificou de "farsa" a proposta de Maduro de realizar eleições legislativas antecipadas. "O ultimato termina hoje. Se até o final desta noite Maduro não se engajar a organizar eleições presidenciais, consideraremos que Guaidó é legítimo para realizá-las em seu lugar e o consideraremos presidente interino até as eleições legítimas", afirmou neste domingo a ministra durante o programa de entrevistas Le Grand Jury.

Já a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, e o presidente uruguaio, Tabaré Vazquez, anunciaram neste domingo a primeira reunião do grupo internacional em prol da realização de novas eleições presidenciais na Venezuela. O encontro, segundo o comunicado conjunto, acontecerá em Montevidéu na próxima quinta-feira (7).

Representantes de oito países da UE - Alemanha, Espanha, França, Itália, Portugal, Holanda, Reino Unido e Suécia - participam da iniciativa, bem como quatro nações latino-americanas: Bolívia, Costa Rica, Equador e Uruguai. O grupo "tem o objetivo de contribuir para criar condições necessárias à emergência de um processo político e pacífico, permitindo aos venezuelanos determinar seu próprio futuro, pela realização de eleições livres, transparentes e críveis", afirma o comunicado.

"Postura intervencionista"

Referindo-se ao ultimato lançado pelos europeus, o canal de televisão venezuelano TeleSUR lamentou em seu site "a postura intervencionista adotada pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e pela União Europeia". Já Maduro acusa os Estados Unidos de orquestrarem "um golpe de Estado".

No sábado (2), durante um evento para comemorar o vigésimo aniversário da Revolução Bolivariana, o líder chavista voltou a propor eleições legislativas antecipadas, em resposta à pressão da oposição e dos ocidentais. Ele é apoiado pela Rússia, China, Coreia do Norte, Turquia e Cuba. 

Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino, deve informar em breve quando chegará a ajuda humanitária, anunciada no sábado (2), durante uma imensa manifestação em Caracas para exigir a renúncia de Maduro. Segundo o líder da oposição, centros de armazenamento deverão ser organizados na fronteira com a Colômbia e com o Brasil, e em uma "ilha do Caribe". Os Estados Unidos indicaram que ajudarão a realizar o transporte dos mantimentos, a pedidos de Guaidó.

Manifestações contra e a favor de Maduro

Dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas de Caracas no sábado, parte delas para exigir a partida de Maduro e outra para reafirmar seu apoio ao líder chavista. 

Em um palco montado em frente à representação da União Europeia em Caracas, Guaidó previu um mês de fevereiro "decisivo" para expulsar Maduro do poder. "Vamos continuar nas ruas até sermos livres”, declarou.

O líder da oposição pediu aos seus partidários para que mantenham a pressão relacionado à distribuição de ajuda humanitária, é esperado nos próximos dias, mas não tem data definida.

Muitos cidadãos venezuelanos também se manifestaram contra Maduro em vários países da América Latina, incluindo Colômbia, Chile, Costa Rica, México e Argentina.

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