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Europa

Petróleo dá as cartas na disputa pelo poder na Venezuela

media Petroleiro é visto no terminal de carga da refinaria de Jose, na Venezuela. REUTERS/Jorge Silva

Entre a comunidade internacional, Juan Guaidó deve seduzir os ministros das Relações Exteriores. Já no interior do país, ele precisa da adesão dos militares. Mas um ponto nevrálgico de sua manobra política é o petróleo. Nesse Estado onde a economia está em ruínas, o “ouro negro” permanece sendo uma das maiores fontes de capital.

Por Dominique Baillard

Na sexta-feira (25), Juan Guaidó anunciou que queria colocar o setor petrolífero sob sua autoridade, com o objetivo de nomear um novo ministro para a pasta, além de um novo presidente para a Petróleos de Venezuela (PDVSA) e outro dirigente para a filial americana da empresa, a Citgo, maior importadora de petróleo bruto venezuelano.

A Venezuela produz cerca de 1 milhão de barris por dia e exporta a metade para os Estados Unidos, onde a Citgo fica com os lucros. Com suas 3 refinarias e suas múltiplas participações em oleodutos, a empresa foi criada no estado de Delaware – conhecido por suas facilidades fiscais – e hoje vale US$ 10 milhões. Somente em 2019, ela já ganhou US$ 500 milhões.

Durante muito tempo, a Citgo foi a maior fonte do capital de Maduro até que o presidente americano Donald Trump interrompeu a transferência de dinheiro a Caracas ao impor as sanções de agosto de 2017. A empresa continua a tratar e comercializar o petróleo bruto da Venezuela, mas com um detalhe: Trump pode, a qualquer momento, acionar sua arma fatal e acabar com a festa de vez, criando um embargo nas importações da faixa petrolífera do Orinoco.

Os especialistas americanos têm dificuldade em prever como Juan Guaidó poderia unilateralmente ter o controle da Citgo, assim como de seus lucros. A menos que haja um empurrão da administração americana (levando em conta que Trump foi o primeiro a apoiar a autoproclamação do chefe do Parlamento como presidente interino da Venezuela).

Galinha dos ovos de ouro

Mas existe ainda outra complexidade: diversas empresas americanas querem colocar as mãos nos bens da Citgo para recuperar o dinheiro “perdido” para o país latino-americano. Algo que um chefe de Estado cujo discurso sempre foi “EUA em primeiro lugar” teria dificuldade de se opor.

No meio de todas essas especulações, Nicolás Maduro não permaneceu de braços cruzados. O presidente da Citgo foi logo convocado a Caracas e a equipe de dirigentes foi enviada às Bahamas, onde a empresa reativou um antigo escritório.

Um outro elemento estrangeiro observa com atenção o desenvolvimento da trama petrolífera da Venezuela: a Rússia, segundo maior credor do país, atrás apenas da China, que é paga pelo regime bolivariano em barris de petróleo. A estratégia do governo de Vladimir Putin é bastante ofensiva: através da empresa Rosneft, ele investiu na extração direta das fabulosas reservas venezuelanas, consideradas como as maiores do mundo.

A Rosneft está presente em cinco projetos e fez questão de garantir seu investimento com uma participação de 49% na Citgo. A filial americana se tornou, nesse contexto, a galinha dourada de muitas autoridades que não querem, sobretudo, que os ovos se quebrem na disputa.

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