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Europa

Funeral de prefeito assassinado em Gdansk tem advertência contra nacionalismo na Polônia

media Missa de corpo presente do prefeito Pawel Adamowicz na Basílica St Mary's, em Gdansk. Reuters

O funeral de Pawel Adamowicz, prefeito de Gdansk esfaqueado no domingo passado por um homem aparentemente desequilibrado, reuniu 45 mil pessoas neste sábado (19) na Polônia. O crime provocou uma onda de choque no país. Os poloneses se questionam se  discurso de ódio na política influenciou o assassino. 

A basílica de St Mary's, em Gdansk, ficou lotada durante a missa de corpo presente. A cerimônia foi celebrada pelo arcebispo da cidade, Leszek Slawoj Glodz, que entregou terços enviados pelo papa Francisco a familiares do ex-prefeito.

"O que aconteceu na noite de domingo (...) foi percebido como um sonoro sinal de alarme para salvar nossa consciência e mudar o nosso modo de vida, a nossa maneira de fazer política", disse o arcebispo em seu sermão. Acompanharam a cerimônia o ex-presidente Lech Walesa, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki.

Prefeito de Gdansk desde 1998 e membro do partido Plataforma Cívica (PO), Adamowiczil defendia o acolhimento de refugiados e criticava os ultraconservadores do partido Lei e Justiça (PiS), no poder na Polônia. O assassinato do político de oposição ilustra mais uma vez as tensões que reinam em vários países da Europa Oriental governados por líderes populistas, que alimentam o sentimento nacionalista e xenófobo na população.

Adamowiczil foi apunhalado quando assistia a um show de caridade em Gdansk, destinado a recolher doações para hospitais. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na segunda-feira, aos 53 anos, três meses após sua reeleição.

Na sexta-feira, 53.000 pessoas foram ao velório realizado no museu em memória do movimento social liderado pelo sindicato Solidariedade, nos anos 1980.

O assassino de Adamowiczil é um ex-presidiário de 27 anos que foi libertado em dezembro depois de cumprir uma sentença de cinco anos e meio de prisão por assalto à mão armada.

Imagens da televisão mostraram o ex-presidiário gritando "Adamowicz está morto!", levantando os braços para o céu e afirmando que a Plataforma Cívica, no poder de 2007 a 2015, mandou torturá-lo quando ele estava preso. A classe política polonesa condenou em peso a agressão. Desde o assassinato, cerca de dez pessoas foram presas por espalhar o ódio e postar ameaças de morte nas redes sociais.

Adamowicz foi um dos onze prefeitos poloneses que assinou uma declaração favorável à recepção de refugiados que tiveram certificados de óbito falsos publicados pelo movimento de extrema direita Juventude da Polônia.

Após o assassinato, as intenções de voto a favor do PiS recuaram de 33% para 30%, segundo o Instituto Kantar Millward Brown. A Plataforma Cívica é creditada com 25% de vozes.

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