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Europa

"Brexit: o salto para o desconhecido", diz imprensa francesa

media Theresa May no parlamento britânico (15/01/19). REUTERS

A primeira-ministra britânica, Theresa May, está na capa dos principais jornais franceses desta quarta-feira (16), por causa da estrondosa derrota de seu plano para o Brexit no Parlamento, na véspera.

“Brexit: o salto para o desconhecido”, diz Les Echos. O jornal econômico diz que a derrota era esperada, mas que o resultado surpreendeu, pois o projeto, elaborado a duras penas durante dois anos com Bruxelas, foi rejeitado por 432 votos, contra 202 a favor.

Para Les Echos, é difícil prever o que pode acontecer nos próximos dias diante de uma rejeição tão profunda do texto e a pouco mais de dois meses antes da entrada em vigor do Brexit.

Le Figaro também repete o termo “salto para o desconhecido” na manchete de capa. O diário conservador diz que o resultado “faz o país mergulhar um pouco mais no caos”.

O jornal Aujourd’hui en France, repercutiu a preocupação de Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, para quem aumentou o risco de um Brexit sem acordo.

Período extraordinário e inédito

Já Libération lembra que o futuro político de Theresa May está novamente em jogo. “Em circunstâncias normais, um tal resultado levaria à demissão imediata da primeira-ministra”, avalia o jornal. “No entanto, há dois anos e meio o Reino Unido atravessa um período extraordinário e absolutamente inédito”, continua.

Logo após o anúncio do resultado, May reconheceu a amplitude da derrota, dizendo-se pronta para enfrentar, a partir de quinta-feira (17), a moção de censura da oposição trabalhista.

Libération descreve ainda o “clima de um tenso carnaval” diante do Parlamento, com protestos, muitos policiais e alguns focos de tensão. Alguns “leavers”, a favor do Brexit, vestiam coletes amarelos e acusavam a mídia de mentir. Mas, constata o jornal, as bandeiras azuis da União Europeia eram mais predominantes no meio da multidão.

Por onde anda David Cameron?

Le Figaro aproveitou para trazer notícias de um outro premiê derrotado, o também conservador David Cameron, que estava no poder quando o referendo pela saída do Reino Unido da União Europeia foi o vencedor em 23 de junho de 2016.

Cameron pediu demissão no dia seguinte, foi substituído por May, e hoje tenta encontrar seu caminho profissional, conta Le Figaro. Ele renunciou também ao posto de parlamentar e entrou “no lucrativo circuito de discursos de ex-dirigentes”. Um retorno à vida política? Por enquanto, Cameron vem mantendo perfil discreto, sem entrevistas e poucas aparições públicas.

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