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Europa

A cem dias do Brexit, nada está definido, ressalta imprensa francesa

media Manifestantes seguram bandeiras da UE e do Reino Unido durante um protesto anti-Brexit em frente ao Parlamento em Londres, Inglaterra, 17 de dezembro de 2018. REUTERS/Toby Melville

A cem dias da data marcada para a saída do Reino Unido da União Europeia, prevista para 29 de março de 2019, ainda restam muitas incertezas. O jornal econômico francês Les Echos desta quarta-feira (19) estampa a manchete: "Brexit: a 100 dias, nada está bem".

Dois anos e meio após o referendo em que o Brexit saiu vencedor com 51,9% dos votos, o processo de separação dos britânicos está longe de ser organizado. Ao contrário: a classe política está tomada pelo caos e pela histeria, e os homens de negócio pela angústia, afirma Les Echos.

Segundo a reportagem do jornal, Londres já se prepara para o "no deal" (ou não-acordo), com uma liberação de 2 milhões de libras, aprovada pelo Conselho de Ministros, para garantir uma saída "brusca" da União Europeia, caso seja necessário. Este dinheiro servirá principalmente para financiar os controles de fronteiras e portos, a partir do dia 30 de março, o que quer dizer que os produtos trazidos do continente em barcos serão afetados.

Para se precaver da falta de medicamentos, o Ministério da Saúde britânico já providenciou geladeiras extras para assegurar um estoque de remédios para as seis primeiras semanas do pós-divórcio do continente. Além disso, 3.500 militares estarão a postos para intervir em caso de caos.

Em relação aos negócios, 140 mil empresas britânicas vão receber do governo um documento oficial indicando as medidas a serem tomadas. Por enquanto, segundo o jornal, apenas 1/5 das empresas já tomou alguma medida para se preparar. Já a União Europeia deve anunciar nesta quarta-feira os preparativos do seu lado.

Reino Unido se dirige a um desastre

A decisão da primeira-ministra britânica Theresa May de adiar para janeiro o voto sobre o acordo irritou a Câmara dos Comuns. May sobreviveu à semana passada a uma moção de desconfiança do grupo eurocético de seu próprio partido. Os nacionalistas escoceses, por outro lado, consideram que o Reino Unido se dirige de olhos fechados a um desastre.

Enquanto ganha tempo no parlamento inglês, May tenta aumentar a pressão para que os partidários do Brexit aceitem seu acordo e não deixem a negociação caminhar para o "no deal".

A primeira-ministra também quer evitar que se realize um novo referendo, posição que conta com apelos crescentes de parte da população. Segundo membros do gabinete de Theresa May, nenhuma alternativa será desprezada. As vias incluem desde o acordo de saída proposto por May, um não-acordo, novas negociações com a União Europeia e até mesmo a realização de um novo referendo.

Primeira-ministra "zumbi"

Segundo uma declaração do deputado trabalhista Ben Bradshaw ao jornal Le Figaro, "não há consenso no governo e Theresa May é uma primeira-ministra zumbi". Para ele, cabe ao Parlamento retomar a situação, rejeitar o acordo de May e propor um novo referendo. Segundo pesquisa do YouGov, caso ele aconteça, 56% dos britânicos votariam desta vez para ficar na União Europeia.

Outra possibilidade estudada pelo governo é de adiar a saída. Para isso, Theresa May depende do aval dos 27 países que compões a UE, que não estariam muito dispostos a manter o Reino Unido no bloco após a data das eleições para o Parlamento Europeu, marcadas para o dia 26 de maio.

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