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Europa

Crianças refugiadas tentam se suicidar na Grécia, alerta ONG

media Mulheres e crianças representam metade dos refugiados que vivem em precários acampamentos de migrantes da Grécia. REUTERS/Elias Marcou

Nessa terça-feira (18), Jornada Internacional dos Migrantes, vários países fazem o balanço de sua política de acolhimento. A Grécia, um dos principais pontos de entrada de refugiados que buscam a Europa fugindo de conflitos, recebeu mais de 44 mil pessoas este ano, a maioria vivendo em acampamentos insalubres e superlotados.

Mesmo se nos últimos meses tem se falado menos da crise migratória na Europa, o fluxo de refugiados continua intenso em países como Grécia e Itália. Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a Grécia registrou um aumento de 35% no número de entradas de migrantes em 2018 com relação ao ano anterior. A entidade também constata que é cada vez maior o número de pessoas que entram no país por meio da fronteira terrestre com a Turquia.

O fluxo é bem menor que o registrado nos anos de 2015 e 2016, ápice da crise migratória, mas a situação ainda preocupa as ONGs humanitárias, principalmente em razão da precariedade na qual vivem esses migrantes após entrarem no país. “Na ilha de Lesbos, por exemplo, cerca de 7 mil pessoas sobrevivem em condições dramáticas, em barracas, expostas ao frio e às chuvas torrenciais”, relata Aurélie Ponthieu, conselheira de assuntos humanitários sobre questões migratórias da ONG Médicos Sem Fronteira (MSF).

“Também notamos que há muitas crianças, pois metade da população que vive nesses acampamentos atualmente são mulheres e menores de idade”, explica, lembrando que as estruturas da ilha foram concebidas para receber apenas 3 mil migrantes e que hoje já acolhe mais que o dobro de sua capacidade.

“Lidamos com uma população que vem principalmente de zonas de conflito, que fugiram de violações dos direitos humanos e que já foram expostas a eventos traumáticos”, explica Aurélie Ponthieu, lembrando que a ONG coloca à disposição em alguns acampamentos clínicas que oferecem acompanhamento psicológico aos migrantes. “Constatamos que um quarto das crianças que recebemos em nossos grupos terapêuticos tem ideias suicidas, tentaram se suicidar ou se mutilar”, relata.

Casos de violência sexual

A representante da MSF alerta para as consequências dessas condições para a saúde física e mental das pessoas que vivem nos acampamentos. “Temos visto um aumento da violência, pois em um lugar onde as pessoas passam horas na fila para comer, a tensão é palpável”, conta. “Também tivemos casos de homens, mulheres e crianças vítimas de violências sexuais”.

Os migrantes que vivem nesses acampamentos organizados pelo governo grego são confinados enquanto aguardam a análise de seus pedidos de asilo. No entanto, segundo lembra a representante da MSF, alguns esperam até oito meses antes de terem suas situações avaliadas pelas autoridades.

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