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Europa

Da Holanda à Bulgária, “coletes amarelos” surgem por toda a Europa

media "Coletes amarelos" enfrentam a polícia na Bélgica, 30 de novembro 2018 REUTERS / Yves Herman

O movimento dos “coletes amarelos” continua, apesar da suspensão das novas taxas sobre os combustíveis, anunciada na quarta-feira (5) pelo primeiro-ministro francês, Edouard Philippe. Nas redes sociais, mais uma manifestação está sendo organizada para o sábado (8) em Paris. Enquanto a França teme mais violência nas ruas, a causa tem se estendido por toda a Europa, da Alemanha à Sérvia, passando por Bélgica e Holanda.

Os “coletes amarelos” belgas também protestam contra o preço dos combustíveis. A última mobilização no país vizinho da França foi no dia 30 de novembro, com reivindicações similares aos franceses. Em um ano, o preço do diesel aumentou em 15% na Bélgica.

Mas, como na França, o movimento passou a denunciar outros problemas, como o peso dos impostos, que atrapalha o poder aquisitivo, e as medidas de austeridade do governo. Em Bruxelas, os protestos também terminaram em quebra-quebra, com algumas viaturas queimadas e o uso, por parte da polícia, de canhões de água para dispersar a multidão.

Na Holanda, cerca de 120 “coletes amarelos” manifestaram no dia 1 de dezembro, ao mesmo tempo em que acontecia o “terceiro ato” da mobilização na França. Eles se reuniram diante do Parlamento holandês para protestar contra a queda do poder aquisitivo, como os belgas e os franceses. 

Segundo o jornal Le Figaro, cerca de 50 manifestantes também bloquearam a rodovia A2 em Maastricht. O organizador do bloqueio foi detido, assim como outros três “coletes amarelos”. Um novo protesto está previsto para o próximo sábado em Amsterdam. Na página do movimento holandês, eles já são 12.000, contra 2.000 na semana passada.

“Coletes amarelos” da extrema direita

No sábado (1), três movimentos da extrema direita organizaram um “encontro de coletes amarelos” no centro de Berlim: o Pegida, que luta “para acabar com a ‘islamização’ do ocidente”, o coletivo contra a imigração, Zukunft Heimat (“Com a pátria”, em português), e o grupo Merkel-muss-weg-Mittwoch, que faz oposição à chanceler alemã, Angela Merkel. Cerca de 1.000 pessoas compareceram.

Em Munique, os “coletes amarelos” alemães também protestaram. As reivindicações são diferentes das que foram vistas na França, na Bélgica e na Holanda: eles pedem o fim do pacto de Marrakech, aprovado nesta semana pela Assembleia alemã. O texto prevê “migrações seguras, organizadas e regulares”.

“Nosso combate se junta ao dos ‘coletes amarelos’ franceses. Aqui, queremos que Merkel parta. Na França, querem que Macron peça demissão. Mas, no fundo, temos o mesmo objetivo : dar poder aos povos da Europa, acabar com essas políticas inconsequentes que dão direitos aos estrangeiros, enquanto os europeus são tratados como cidadãos de segunda classe”, disse um manifestante ao jornal Le Monde.

Colete amarelo no Parlamento

Na Bulgária, milhares de pessoas, incluindo “coletes amarelos”, bloquearam grandes rodovias, incluindo zonas da fronteira entre o país, a Turquia e a Grécia, em 18 de novembro, dia seguinte à primeira manifestação francesa. Eles também protestam contra o aumento no preço dos combustíveis. Na capital, Sofia, dezenas de manifestantes fecharam avenidas, gritando “máfia” e “demissão”.

Na Sérvia, um deputado da oposição, Bosko Obradovic, apareceu no Parlamento com um colete amarelo, para denunciar o alto valor da gasolina no país. “Queremos preços normais para o combustível, ou vocês terão ‘coletes amarelos’ nas ruas”, alertou o político, líder do partido da direita nacionalista, Dveri.

Obradovic ressaltou que Emmaneul Macron negociou com os “coletes amarelos” franceses, enquanto o “poder [sérvio] não quis falar a seus cidadãos que, pacificamente, exprimiram descontentamento com o preço da gasolina”. Em junho, diversas cidades da Sérvia manifestaram contra o aumento do valor dos combustíveis.

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