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Europa

Universidade da Europa Central é obrigada a deixar Hungria e denuncia ataque à liberdade acadêmica

media Prédio da Universidade da Europa Central em Budapeste REUTERS

A Universidade da Europa Central (CEU), fundada pelo mecenas húngaro-americano George Soros, anunciou nesta segunda-feira (3) que transferirá suas atividades de Budapeste, na Hungria, para Viena, capital da Áustria. A decisão vem após um ano e meio de disputa com o governo de extrema direita do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban.

A transferência, prevista para setembro, afetará todos os alunos de cursos internacionais da reputada instituição, que já formou mais de 10.000 estudantes estrangeiros na capital húngara. O futuro da universidade foi causa de diversos debates entre Budapeste e a União Europeia, preocupada com a ausência de liberdades na produção acadêmica no país de Orban, acusado de colocar em risco o Estado de direito.

Em 2017, uma lei passou a obrigar todas as universidades estrangeiras implantadas na Hungria a terem um campus em seu país de origem, o que não era o caso da CEU. A instituição, que afirmou ter efetuado tudo o que estava a seu alcance nos últimos meses, denuncia uma medida política do governo de Orban.

A expulsão de uma universidade reputada constitui uma violação grave da liberdade acadêmica”, disse a CEU em um comunicado. O documento também julga “sem precedentes” o fato de que uma instituição americana seja forçada a partir de um país aliado da Otan.

Os novos estudantes que quiserem obter diplomas americanos deverão se mudar, a partir de 2019, para Viena. A sede em Budapeste continuará funcionando, mas apenas para os diplomas húngaros, assim como para os estudantes de cursos internacionais já inscritos.

Soros é repelido por governos autoritários

A disputa entre a CEU e o governo húngaro foi tema de forte mobilização no meio acadêmico internacional. Fundada após a queda do comunismo para promover a democracia liberal, a universidade internacional se tornou uma das melhores instituições europeis em ciências sociais, sendo palco de importantes debates.

George Soros, filantropo americano de 88 anos, é alvo de acusações por todo o planeta. Os dirigentes autoritários denunciam um complô contra seus governos por meio das ONGs que o milionário financia. Esse é o caso da Hungria: em agosto, a fundação Open Society, de Soros, transferiu suas atividades de Budapeste a Berlin, alegando uma política repressiva das autoridades húngaras.

“A tendência geral da educação na Hungria é acabar com as liberdades, provavelmente para poder governar mais facilmente. A história da CEU não é apenas uma ilustração entre outras das intenções do governo de Orban”, afirma Jovana, uma estudante sérvia em relações internacionais.

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