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Europa

Reportagem revela existência de transgênicos proibidos em animais para abate na Europa

media Ciclistas do Tour de France passam em frente a criação de gado na Bretanha REUTERS/Stephane Mahe

Uma matéria investigativa feita pelo jornal Le Monde mostrou que a vitamina B2, um aditivo proibido pela UE, foi encontrado em grandes quantidades em alimentos para porcos, frangos e gado para abate. Conhecida como riboflavina, ela é produzida por uma cepa geneticamente modificada de uma bactéria, conhecida como Bacillus Subtilis KCCM-10445

A substância foi proibida pela Comissão Europeia no dia 19 de setembro deste ano. Os representantes europeus concluíram que a vitamina representa um risco para “os animais, os consumidores, os usuários e o meio-ambiente”. O motivo é a potencial resistência a certos antibióticos “importantes do ponto de vista da saúde humana e veterinária”, segundo o documento.

O jornal francês teve acesso a documentos confidenciais que podem revelar um novo escândalo sanitário na Europa. O aditivo estaria presente em grande quantidade em alimentos para animais de vários países europeus. O problema, diz a reportagem, está na fabricação. Os primeiros traços do micro-organismo resistente aos antibióticos, oriundos da China, foram encontrados em 2015 por um laboratório de pesquisas alemão.

Mas foram necessários três anos para que a vitamina B2 fosse proibida na Europa pela Comissão Europeia, que concluiu em março que o OGM facilitava a “propagação de células geneticamente modificadas contendo quatro genes resistentes”. A suspensão da autorização do aditivo, diz o Le Monde, aconteceu em setembro, mas a ordem de retirada do mercado ocorreu apenas em dez de novembro.

Estoques espalhados por toda a Europa

Segundo a reportagem, desde então começou à caça aos estoques espalhados por toda a Europa. As autoridades belgas foram as primeiras a identificar, no início de outubro, um lote de 60 quilos importado da China por uma empresa na Holanda. O jornal Le Monde teve acesso ao documento dos serviços de controle sanitário do país, de 14 de novembro.

O relatório mostra a gravidade da contaminação. Entre abril e junho, 8 toneladas de vitamina B2, produzidas a partir da bactéria Bacilus Subtilis, foram distribuídas para três países: Polônia, Itália e Holanda. O produto foi exportado pela empresa chinesa Shandong, que produz anualmente 10 mil toneladas vendidos na Europa pela companhia holandesa Trouw Nutrition, do grupo Nutreco, líder mundial no setor.

A empresa não quis se pronunciar a respeito. Cerca de 2.500 quilos do aditivo foram enviados para a Polônia e consumidos. Lotes contaminados também foram distribuídos para a Alemanha, Noruega, Rússia, Finlândia, Islândia e França. A Comissão Europeia pediu no dia 8 de novembro às autoridades francesas para que identificasse a quantidade de OGM presente no país.

O caso acontece cerca de oito meses depois da descoberta da presença de produtos transgênicos em alimentos para animais fabricados na França e distribuídos ilegalmente na Europa. O novo escândalo, diz o artigo, mostra a dificuldade da legislação em assegurar a traçabilidade dos alimentos dentro da União Europeia.

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