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Europa

Britânicos temem falta de medicamentos após Brexit

media Britânicos temem que medicamentos se tornem raros após um Brexit sem acordo CC0 Pixabay/stevepb

O acordo sobre o Brexit está quase pronto, mas a primeira-ministra britânica, Theresa May, deve ainda convencer seu Parlamento – que já se mostrou descontente com as recentes resoluções. A perspectiva de uma saída sem acordo ainda existe e ela assusta uma parcela da população, que só tem uma coisa em mente: o futuro do acesso aos medicamentos no Reino Unido.

Por Anastasia Becchio, enviada especial da RFI a Londres

Ir à farmácia comprar remédios: essa é uma atividade cotidiana de Roger Bridgmon. “Tenho um neto muito doente, que sofre de hemofilia. Os remédios que ele toma vêm da Dinamarca e é por isso que estamos inquietos”, afirma.

Ainda que a indústria farmacêutica tenha sido alertada para fazer estoques de medicamentos, uma saída da União Europeia sem acordo terá sérias consequências, como prevê Martin Sawer, diretor do laboratório HDA. “Há riscos de falta de remédios após o 29 de março de 2019 se não tivermos um acordo. Cada semana, importamos 37 milhões de caixas de remédios de 27 países da União Europeia.”

Assim como os remédios, os estoques de comida também podem ser impactados. O professor Tim Lang, da City University of London, publicou vários relatórios para tentar chamar a atenção dos poderes públicos sobre os riscos do Brexit para a alimentação. O Reino Unido importa 30% de seus produtos de países europeus.

“As empresas com as quais falei dizem que, em caso de ausência de um acordo, 30 dias após a saída definitiva já teremos problemas. As empresas estão prontas e têm entre cinco a doze dias de estoque, mas elas não poderão aguentar por três meses”, disse o especialista, ouvido pela RFI. “Acho que é uma loucura completa, ignorar esse tema”, afirmou Tim Lang que também teme uma possível degradação da qualidade e da segurança alimentar.

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