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Europa

Papa pede menos “barulho” dos ricos e mais atenção aos pobres

media Papa Francisco durante missa celebrada no Dia Mundial dos Pobres, 18/11/2018 REUTERS/Remo Casilli

O papa Francisco denunciou neste domingo (18) o "barulho de alguns poucos ricos" que impede que se ouça o "clamor dos pobres" durante o segundo Dia Mundial dos Pobres.

O pontífice celebrou a missa dominical na Basílica de São Pedro, em Roma, na presença de seis mil pessoas pobres. "Injustiça é a raiz perversa da pobreza", disse diante deles. "O grito dos pobres está cada dia mais forte, mas também menos ouvido, sufocado pelo barulho de alguns poucos ricos, que são cada vez menos, mas mais ricos", afirmou. “Vamos pedir a graça de ouvir o grito daqueles que vivem em águas turbulentas", acrescentou. "É o grito de tantos Lázaros que choram, enquanto um punhado de ricos se deleitam com o que deveria ser de todos".

O Vaticano também ofereceu assistência médica gratuita. No ano passado, por ocasião do primeiro Dia Mundial dos Pobres, mais de 600 pessoas receberam atendimento médico. Hoje, iniciativas semelhantes estão sendo realizadas em outras dioceses da Itália e do mundo.

Desde o início de seu pontificado em 2013, o Papa denuncia a "globalização da indiferença" e reitera que deseja uma "Igreja pobre para os pobres".

Massacres na República Centro-Africana

O pontífice também pediu para que todos rezassem pelas vítimas dos recentes massacres ocorridos na África, onde dois padres foram assassinados durante confrontos entre grupos armados. “Recebi com muita tristeza a notícia do massacre em um campo de refugiados na República Centro-Africana, onde esses dois padres perderam a vida”, disse o Papa. “Rezemos para os mortos e feridos e para que a violência cesse nesse país que precisa tanto da paz”, completou Francisco, que esteve no continente africano em 2015.

Na quinta-feira (15), confrontos entre católicos e muçulmanos deixaram, segundo a ONU, mais de 40 mortos, incluindo os dois padres. A igreja local, um convento e um campo de refugiados foram queimados e milhares de civis tiveram que fugir às pressas.

A República Centro-Africana, que é um dos países mais pobres do mundo apesar de possuir grandes quantidades de minério, como diamante e urânio, tenta restabelecer a paz após uma guerra civil marcada por um golpe de Estado, em 2013, quando uma rebelião de maioria muçulmana derrubou o presidente François Bozizé, de confissão católica.

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