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Europa

Europeus prolongam por um ano sanções contra Venezuela

media Manifestação de opositores do presidente Nicolás Maduro pede paz e desarmamento de milícias policiais. © Reuters

A União Europeia (UE) aprovou nesta terça-feira (6) a prorrogação por um ano das sanções contra a Venezuela. Com as medidas punitivas, o bloco pretende pressionar o governo de Nicolás Maduro a restaurar a democracia e os direitos humanos no país.

"Tendo em vista a contínua deterioração da situação na Venezuela, o Conselho [da UE] decidiu renovar as medidas restritivas atualmente em vigor até 14 de novembro de 2019", anunciou a instituição que representa os países do bloco.

Os países confirmam assim as palavras da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, que dias atrás reiterou que o bloco não pretende "suavizar sua posição", apesar de estudar a criação de um "grupo de contato para facilitar" uma solução política para a crise que atinge a Venezuela.

A UE impôs no ano passado sanções contra a Venezuela, um país mergulhado em uma crise política, econômica e humanitária, por minar, em sua avaliação, a democracia, o Estado de direito e os direitos humanos.

Em 13 de novembro de 2017, o bloco adotou seu regime geral de sanções contra o país latino-americano e impôs um primeiro embargo de armas, bem como de material que poderia ser usado para a repressão interna.

Constituinte gerou guinada diplomática

A eleição de uma Assembleia Constituinte, que não é reconhecida pela oposição venezuelana e nem pela comunidade internacional, foi o estopim para a UE instaurar as sanções, assim como os quatro meses de protestos, entre abril e julho de 2017, que deixaram cerca de 125 mortos.

Diante da deterioração da situação no país, em 22 de janeiro, os europeus decidiram sancionar sete autoridades do primeiro escalão do governo Maduro, incluindo Diosdado Cabello, número dois do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). A UE impôs a Cabello o congelamento de bens e a proibição de viajar para o bloco, assim como o restante dos sancionados, como o ministro do Interior, os presidentes do poder eleitoral e do Supremo Tribunal de Justiça, entre outros.

Maduro escapa de sanções para manter aberto canal de comunicação

Após as eleições presidenciais de 20 de maio, em que Maduro foi reeleito, mas que foram boicotadas pelos principais partidos da oposição, os europeus ampliaram sua lista para outros 11 altos funcionários, incluindo Delcy Rodríguez. A inclusão da vice-presidente representa a posição mais alta sancionada. O bloco evita punir diretamente o presidente venezuelano para não cortar a comunicação com o governo de Caracas.

Cerca de 1,9 milhão de pessoas deixaram a Venezuela desde 2015, fugindo da crise econômica e política que o país atravessa, segundo a ONU. Cerca de 5.000 cidadãos deixam o país diariamente, no maior movimento populacional da história recente da América Latina.

Com informações de agências

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