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Europa

Premiê italiano parabeniza Bolsonaro e pede extradição de Cesare Battisti

media Salvini felicita Bolsonaro e pede extradição de Battisti REUTERS/Remo Casilli/File Photo

Matteo Salvini, líder da extrema-direita na Itália e ministro do Interior do país, festejou nesta segunda-feira (29) a vitória de Jair Bolsonaro na eleição presidencial do Brasil e afirmou que aguarda a extradição do ex-militante de esquerda Cesare Battisti, condenado por assassinato na Itália.

Salvini foi um dos primeiros líderes europeus a parabenizar o presidente eleito. "No Brasil os cidadãos expulsaram a esquerda! Bom trabalho para o presidente Bolsonaro, a amizade entre nossos povos e governo será ainda mais forte", escreveu no Twitter."E depois de anos de discursos em vãos, peço que o terrorista vermelho seja extraditado para a Itália o terrorista vermelho Battisti", completou.

Durante a campanha presidencial, Bolsonaro, eleito no domingo, se comprometeu a extraditar Battisti, dizendo, em um tuíte, que mostraria ao mundo o total repúdio e empenho no combate ao terrorismo. Cesare Battisti, 63 anos, foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios na década de 1970, quando era membro do Partido Proletários Armados para o Comunismo, grupo ligado à extrema-esquerda italiana. Ele se declara inocente.

Refugiado político

Cesare Battisti passou quase 30 anos como fugitivo entre México e França, onde desenvolveu uma carreira de sucesso como escritor de livros policiais, antes de fugir para o Brasil em 2004. Em 2010, a justiça autorizou sua extradição para a Itália, mas o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu a Battisti o estatuto de refugiado político. Nos últimos anos, Roma multiplicou os pedidos de extradição deste símbolo dos "anos de chumbo" na Itália.

Em 2017, a extradição do italiano voltou a ser cogitada, o que o levou a tentar fugir para a Bolívia. O presidente Michel Temer chegou a revogar a condição de refugiado político do ativista, mas a extradição nunca foi concluída. Na época, a Justiça italiana negociava a entrega às autoridades brasileiras do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Ele foi capturado quando estava foragido na Itália e Roma esperava obter, em troca, a extradição de Battisti.

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