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Europa

Alemanha: partido de Merkel deve perder maioria em eleições na Baviera

media No poder na Baviera desde o fim da Segunda Guerra, o CSU poderá obter um de seus piores resultados nas eleições da Baviera Christof STACHE / AFP

Os aliados conservadores da chanceler alemã Angela Merkel devem perder a maioria absoluta no parlamento regional nas eleições deste domingo (14), o que obrigará o partido a formar uma coalizão.

Cerca de dez milhões de eleitores vão às urnas nestes domingo para as eleições regionais que vai vai renovar o parlamento da Baviera. Os primeiros resultados devem ser divulgados por volta das 16h no horário local (11h em Brasília).

Segundo as últimas pesquisas de opinião, o CSU, partido de Merkel, que governou a Baviera de maneira quase ininterrupta desde a Segunda Guerra Mundial, tem apenas 33% das intenções de voto. O partido perdeu a maioria absoluta na região apenas uma vez desde 1954.

Em entrevista à RFI, o professor de história contemporânea da universidade de Munique, Horst Möller, disse que ”Seehofer, presidente da CSU, se tornou o bode expiatório de todos. Há uma perda de credibilidade, não somente na Baviera, mas também em nível nacional.”

Desta vez, a legenda será obrigada a formar uma coalizão para governar, e o partido Verde, que pode obter até 18% dos votos, está em vantagem. O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha, o AFD, pode obter de 10 a 14% dos votos, e entrará pela primeira vez no parlamento regional.

Estado modelo

A derrota do CSU na Baviera, onde desemprego é quase inexistente, e os índices de criminalidade são considerados como os mais baixos do país, é histórica e simbólica. Aliado de Merkel, o partido conservador, SPD, também foi atingido em cheio pelas mudanças estruturais que atingem todas as legendas tradicionais.

O conservador SPD, que faz parte da coalizão de Merkel, já esperava pela derrota na região. A esperança agora, diz o correspondente da RFI em Berlim, Pascal Thibault, é que os resultados sejam melhores nas próximas eleições em Hesse, dentro de duas semanas. Caso contrário, a nova presidente da legenda, Andrea Nahles, recém-empossada, pode deixar o comando do partido.

Extrema-direita entra no parlamento regional

O partido de extrema-direita AFD (Alternativa para a Alemanha), que fez do programa contra a imigração a base do seu discurso, entrará pela primeira vez no Parlamento regional. Um dos motivos desse crescimento, acredita o candidato do partido em Munique, Markus Walbrum, é o posicionamento adotado pelo CSU de Merkel. “O partido conseguiu no início diminuir a "hemorragia" de seus simpatizantes de direita. Agora, os ataques são improdutivos”, acredita.

 

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