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Europa

Suspeito de assassinar jornalista búlgara é identificado pelo DNA

media O assassinato da jornalista Viktoria Marinova comoveu a União Europeia. REUTERS/Stoyan Nenov

Um cidadão búlgaro foi preso na Alemanha suspeito de ser o autor do estupro e assassinato da jornalista búlgara Viktoria Marinova. O corpo da apresentadora de TV foi encontrado no último sábado (6) em um parque de Ruse, cidade próxima da fronteira búlgaro-romena.

De acordo com o ministro do Interior da Bulgária, Mladen Marinov, o DNA do suspeito, Severin Krasimirov, 21 anos, corresponde a amostras retiradas da cena do crime. Ele havia fugido para a Alemanha, mas foi detido no país vizinho a pedido das autoridades búlgaras na noite de terça-feira (9). Um mandado de detenção europeu foi emitido para obter a sua extradição.

As autoridades búlgaras afirmam que ainda investigam se a morte da
jornalista, que tinha 30 anos, está relacionada ou não com a sua atividade profissional. O crime causou forte indignação na Europa.

O corpo de Marinova foi encontrado à beira de um lago de Ruse. O suspeito nasceu na cidade e morava perto do local onde o corpo da repórter foi descoberto. Krasimirov deixou o país no domingo (7).

Ontem, um primeiro suspeito de origem romena foi detido para averiguação, mas horas depois foi liberado.

"Crime premeditado com crueldade"

"Reunimos muitos indícios que sugerem que essa pessoa seja culpada. Ele foi acusado de dois crimes: estupro e homicídio premeditado com extrema crueldade", relatou o procurador Sotir Tsatsarov.

"Não podemos dizer neste momento que esse assassinato está relacionado com as atividades profissionais da vítima, por isso vamos trabalhar com todas as hipóteses possíveis", acrescentou o procurador em entrevista coletiva concedida ao lado do primeiro-ministro Boyko Borissov e do ministro do Interior.

Na Alemanha, as autoridades confirmaram que o suspeito foi detido na casa de parentes na cidade de Stade, na Baixa Saxônia. Ele será apresentado a um juiz nesta quarta-feira (10).

Jornalista apresentou programa sobre corrupção antes de morrer

Viktoria Marinova, que trabalhou para o TVN TV, havia convidado para seu último programa, no dia 30 de setembro, dois jornalistas que investigam apropriação indébita de fundos europeus por empresários e políticos na Bulgária, um país marcado pela corrupção.

As circunstâncias do crime levantaram a suspeita de que ela poderia ter sido assassinada por expor essas denúncias. De acordo com os procuradores búlgaros, a jornalista foi estuprada e espancada antes de morrer por asfixia. Apenas neste ano, 19 mulheres foram assassinadas na Bulgária em crimes similares.

O país do Leste da Europa ocupa o 111º lugar no ranking da ONG Repórteres Sem Fronteiras sobre a liberdade de imprensa, a pior classificação para um membro da União Europeia.

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