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Europa

Partido na Bélgica propõe instauração da lei islâmica, com poligamia e proibição de álcool

media A sigla do movimento político ISLAM que, em francês, também quer dizer Islã. www.islam2012.be

Os belgas vão às urnas no próximo domingo (14) para a realização de eleições municipais. A disputa é marcada pela presença do partido ISLAM, uma legenda inspirada nas regras da religião muçulmana que propõe a instauração da lei islâmica no país.

Segundo seus fundadores, o nome do partido é apenas uma abreviação para Integridade, Solidariedade, Liberdade, Autenticidade e Moralidade. No entanto, a sigla também significa “Islã” em francês e a ligação com a religião muçulmana vai bem além da coincidência semântica.

Redouane Ahrouch, o chefe do partido, reivindica a aplicação na Bélgica de uma “versão ocidental” da charia, a lei islâmica fundamental. Mesmo se os membros da legenda dizem ser contra práticas como a lapidação ou cortar as mãos dos criminosos, que fazem parte da charia, o grupo milita pela separação entre homens e mulheres nos transportes públicos.

O contato entre homens e mulheres, aliás, parece ser um dos pontos centrais do discurso do ISLAM. Durante um debate na televisão belga no mês de abril, o chefe do partido se recusou a olhar para uma das jornalistas enquanto falava com ela. E mesmo antes do início do programa, não quis ser maquiado por uma mulher, alegando que o contato entre os dois sexos (fora do casamento e do âmbito familiar) seria contrário à sua religião.

Partido já elegeu conselheiros em Molenbeek

Lhoucine Ait Jeddig, que já faz parte desde 2012 do conselho municipal de Molenbeek, na periferia de Bruxelas, também ataca o tema, principalmente quando critica as excursões realizadas pelas escolas da região, nas quais meninos e meninas viajam juntos no mesmo ônibus. Ele também propôs uma proibição geral do consumo de álcool em locais públicos de Molenbeek, cidade de grande concentração muçulmana, mas que ficou conhecida como reduto de alguns dos autores de ataques terroristas recentes.

Mesmo se não negam serem religiosos, os membros do ISLAM dizem que não são nem de direita nem de esquerda, e que militam apenas pela justiça ética e uma Europa próxima dos cidadãos. No entanto, alguns costumes tolerados pela charia são frequentemente defendidos pelos partidários. É o caso da poligamia, proibida no país. “Há mulheres que amam homens que já estão casados e sofrem com isso. O que nós queremos é dar a possibilidade a essas mulheres de se tornaram uma co-esposa”, explicou Redouane Ahrouch a um canal de televisão francês.

Em 2012, quando foi criado, o partido conseguiu apenas 5 mil votos e os analistas não acreditam que ele possa conquistar muito mais esse ano. No entanto, a sua simples existência preocupa em razão do discurso extremista de seus membros. Por essa razão, vários partidos belgas tentam impedir sua participação nas eleições municipais do próximo fim de semana. Uma cidade já decidiu proibir a realização dos comícios do partido em nome da preservação da ordem pública.

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