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Europa

No Brasil, fome se estabiliza e 22% da população é obesa, segundo FAO

media Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) apresenta nesta terça-feira (11) o mais recente relatório sobre o Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo. FAO/ONU

No Brasil, os números da fome podem ser considerados estáveis, porém 2,5% da população ainda encontra-se em grave situação alimentar. Em contrapartida, o país vê crescer os casos de obesidade: mais de 33 milhões de pessoas estão obesas. É o que revela o mais recente relatório sobre o Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, apresentado nesta terça-feira (11), na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma.

Rafael Belincanta, Correspondente da RFI em Roma

Os números divulgados pela publicação indicam que em 2017 mais de 5,2 milhões de brasileiros passaram um dia inteiro ou mais dias sem consumir alimentos ao longo do ano. Além disso, aponta a obesidade como um grave problema de saúde pública, visto que proporcionalmente 22,3% da população brasileira com mais de 18 anos está acima do peso ideal. No mundo, esse dado torna-se ainda mais preocupante: são 672 milhões de obesos, portanto 1 a cada 8 adultos está acima do peso.

"O tema da obesidade é uma preocupação crescente no mundo hoje porque os números estão disparando, uma verdadeira epidemia. Hoje temos 670 milhões de obesos no mundo o que está chegando ao número de famintos que hoje nós divulgamos: 821 milhões de famintos, pessoas que têm insegurança alimentar extrema. A obesidade tem aumentado por vários fatores, sobretudo devido ao consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras, sal e açúcar", afirmou Graziano. Ele explicou ainda que qualquer medida de combate a obesidade tem que passar por uma limitação desses produtos que são as bebidas açucaradas e também o que se chama fast food. "O principal ponto para encarar o tema da obesidade é considerar a obesidade um problema de política pública", ressaltou.

Patamar da fome no mundo é o mesmo de dez anos atrás

O número de pessoas em situação de grave insegurança alimentar no mundo é de 821 milhões. As principais causas do aumento da fome no mundo são os conflitos e os fenômenos climáticos em constante alteração.

Os resultados do relatório apresentado na FAO pelo diretor-geral José Graziano da Silva são considerados um retrocesso na luta mundial contra a fome e colocam o planeta no mesmo patamar de uma década atrás.

A maior parte dos famintos do mundo está na Ásia, continente que abriga mais de 515 milhões de pessoas em grave situação de insegurança alimentar; seguido da África onde 256 milhões de pessoas passam fome e é o continente com a maior proporção da população que passa fome. Já na América Latina, o número chega a 39 milhões. A média mundial é de 10,2 milhões de famintos, ou seja, 1 a cada 9 pessoas no mundo passam fome.

O relatório comprova que o número de pessoas que passam fome cresceu nos últimos três anos, fato que indica a necessidade de adotar novas medidas para erradicar a fome no mundo antes de 2030.

 
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