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Europa

Dieselgate: Volkswagen no banco dos réus por fraude em software

media Volkswagen no banco dos réus por adulteração de software em carros a diesel. William West/AFP

A Volkswagen enfrenta a partir desta segunda-feira (10) seu primeiro grande processo na Alemanha por ter manipulado motores a diesel, quase três anos após a revelação do escândalo, batizado de ‘Dieselgate’, que precipitou o declínio dessa tecnologia.

Com informações do correspondente em Berlim, Pascal Thibaut

O tribunal regional de Brunswick tem a missão de determinar se a gigante automobilística deveria ter informado mais cedo os mercados financeiros sobre a fraude, para poupar os acionistas, que exigem cerca de € 9 bilhões em indenização.

Quem sabia da existência dos motores a diesel adulterados e desde quando? São perguntas que o tribunal deverá esclarecer. A resposta é imprescindível para os investidores. Se a empresa tinha informações que poderiam influenciar o desempenho na Bolsa, ela deveria informar os acionários.

Ações despencaram

Desde que as autoridades americanas, em 18 de setembro de 2015, acusaram o construtor de ter equipado 11 milhões de veículos a diesel com um software adulterando os resultados antipoluição, as ações da Volkswagen caíram 40% em apenas dois dias.

Reunidos em um centro de convenções, com 50 advogados e várias dezenas de demandantes e curiosos, os juízes começaram a analisar as 193 perguntas submetidas pelas partes para o processo, previsto para durar até 2019.

Os advogados do fundo de investimento DeKa garantem que a administração do grupo estava ciente do software que foi introduzido em 2008 para conquistar o mercado americano do diesel, com normas mais rigorosas antipoluição do que as adotadas na Europa.

Trapaça

A Volkswagen afirma, por sua vez, que um pequeno grupo de engenheiros organizou a trapaça sem o conhecimento de seus superiores, e que as informações conhecidas pelos dirigentes não os obrigavam a se dirigir aos mercados.

O processo de Brunswick não é o único no quadro do "Dieselgate", que já custou à Volkswagen mais de € 27 milhões em recalls de veículos e custos judiciais.

Várias Procuradorias abriram investigações por fraude, manipulação do mercado de ações ou propaganda enganosa contra funcionários da Volkswagen, assim como contra suas marcas Audi e Porsche, bem como Daimler e a fabricante de equipamentos Bosch.

Rupert Stadler, chefe da Audi, ainda está em prisão preventiva por suspeita de "fraude" e cumplicidade em "emitir certificados falsos". Em Stuttgart, centenas de investidores da Porsche SE, principal acionista da Volkswagen, também pedem indenização.

Finalmente, em maio, o governo alemão abriu caminho para processos coletivos de consumidores, permitindo uma possível ação contra a Volks antes do final do ano.

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