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Fim das lâmpadas halógenas na Europa reduzirá emissão de CO2

Fim das lâmpadas halógenas na Europa reduzirá emissão de CO2
 
A União Europeia (UE) está empenhada em reduzir emissões de carbono, por isso as lâmpadas de halogêneo vão deixar de ser colocadas no mercado. SCOTT OLSON / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

A Europa deu mais um passo em direção à utilização de energias mais limpas e que prejudicam menos o meio-ambiente. A partir de 1 de setembro, está proibido o reabastecimento de estoques das lâmpadas halógenas nas lojas europeias. Ainda será permitido comprar as lâmpadas que ainda estão nos estoques, mas novas unidades não chegarão mais ao mercado. Mauro Anastasio, do escritório europeu do meio-ambiente, estima que deve demorar em torno de um ano para que a totalidade dos estoques acabem.

Lionel Brunet, representante geral do Sindicato da Iluminação explica que a medida é importante porque apesar da tecnologia LED já ser muito usada, ainda há um alto consumo de lâmpadas halógenas. "Ainda há 50% dos consumidores que compram lâmpadas halógenas. Agora teremos o fim do abastecimento do mercado, ou seja, o fato de que os industriais que fabricam na Europa e os importadores não podem mais vender o produto. Não se trata de proibir a venda no varejo, ainda tem estoques na Europa, o que acontece é que não há mais a possibilidade de reabastecer o mercado", esclarece ele.

Em 2012, as lâmpadas incandescentes foram as primeiras a serem retiradas de venda no mercado europeu. Assim como as lâmpadas de halogênio, elas produzem mais calor que luz. Para Brunet os benefícios da medida se referem tanto a ganhos para os consumidores, que vão economizar no longo prazo, quanto ao meio ambiente que ganha com um consumo menor de energia e de lâmpadas. "Podemos fazer uma comparação: uma lâmpada de LED usada mil horas por ano e dura dez mil horas, ou seja dez anos. Uma lâmpada halógena que também funcione mil horas por ano, durará apenas dois anos. Somando o custo da lâmpada mais o consumo, o custo de uma iluminação em halogênio, em dez anos, será de 77 euros e de apenas 15 euros para a LED. Tem um ganho econômico e é bom para o planeta. Se consumimos menos eletricidade, produzimos menos", pondera.

Mauro Anastasio destaca que apesar da maioria dos equipamentos domésticos já ser adaptado ao LED, é possível que as pessoas precisem fazer alguns ajustes nos aparelhos para receber a nova tecnolgia. Ele argumenta no entanto, que a economia a longo prazo e os benefícios para o meio ambiente em termos de consumo de energia e de emissões de gás carbônico serão imensos:

"A comissão europeia estima que a redução no consumo anual de energia na Europa seria de 9.4 tera watts por ano. O que equivale ao consumo anual de energia da Estônia. Em termos de emissão de CO2, essas mudanças vão causar uma economia de 3.4 toneladas de CO2. Só para dar um exemplo, isso é praticamente o equivalente ao dobro das emissões de Malta. Então são reduções muito importantes".

Mesmo com toda essa economia, as lâmpadas LED continuam custando mais caras que aquelas de halogênio. Brunet destaca que isso se deve ao fato de elas terem um componente eletrônico e não o filamento incandescente, como é o caso das suas predecessoras. Mas ele explica que, em um ano, essa diferença já é compensada. Já Anastasio considera que é possível encontrar lâmpadas LED quase no mesmo preço das halógenas, ainda que as de melhor qualidade sejam de fato mais caras.

Perguntado sobre os próximos passos do mercado de iluminação, Anastasio afirma que o LED veio para ficar. Segundo ele, a tecnologia já está em diversas partes das nossas vidas, dos aparelhos portáteis à iluminação pública e o foco do mercado seria portanto o de tornar essa tecnologia ainda mais acessível. "No momento, pelo menos na Europa, a tecnologia está focada no LED, que já ganhou os mercados em muitas aplicações. O foco agora não está em novas tecnologias e sim em tornar a tecnologia existente mais facilmente acessível para os consumidores e, especialmente, para as famílias", explica ele.

Esta nova proibição segue a diretiva europeia da ecoconcepção, que está em vigor desde janeiro de 2009 e tem como objetivo reduzir o consumo de equipamentos elétricos e eletrônicos. Essa é mais uma medida da União Europeia em direção a um uso mais racional dos recursos naturais.

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