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Europa

Em Dublin, papa diz que abusos cometidos por padres causam "sofrimento e vergonha"

media O papa Francisco desembarcou neste sábado (25) no aeroporto internacional de Dublin, na Irlanda. REUTERS/Stefano Rellandini

O papa Francisco desembarcou neste sábado (25) em Dublin, onde participa do Encontro Mundial das Famílias, evento que reúne católicos de todo o planeta. A viagem do sumo pontífice será marcada pelo novo escândalo de pedofilia na Igreja Católica, depois que abusos sexuais de menores cometidos por padres americanos vieram à tona recentemente. Logo depois de sua chegada, Francisco já abordou o assunto como "uma causa de sofrimento e de vergonha".

"O fracasso das autoridades eclesiásticas – bispos, superiores religiosos, padres e outros – para lutar de maneira adequada contra esses crimes terríveis suscistou justamente a indignação e continua sendo uma causa de sofrimento e de vergonha para a comunidade católica. Eu mesmo compartilho desses sentimentos”, declarou o papa, diante de autoridades irlandesas, em seu primeiro discurso, logo após sua chegada.

Francisco foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Simon Coveney. Em Dublin, o sumo pontífice participa dos dois últimos dias do Encontro Mundial das Famílias. Ele preside neste sábado o Festival das Famílias, no Croke Park - evento para o qual são esperadas 80 mil pessoas. No domingo (26), segundo os organizadores, cerca de 500 mil pessoas devem acompanhar a missa de encerramento do evento no Phoenix Park.

Papa se encontra com vítimas de abusos sexuais

A vigésima-quarta viagem internacional do papa é marcada pelos abusos sexuais de menores cometidos por padres católicos. O assunto voltou à tona depois de um novo escândalo envolvendo a Igreja Católica da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Não é à toa que, em sua agenda, o sumo pontífice prevê encontrar com vítimas desses crimes na Irlanda neste sábado ou domingo. 

Apesar de ser o primeiro papa a enfrentar o tabu da pedofilia na Igreja Católica, divulgando recentemente uma carta aberta sobre esses escândalos, parte dos irlandeses são céticos sobre sua visita. A falta ações concretas do pontificado de Francisco contra os padres que cometeram esses crimes são alvo de protestos na Irlanda, onde, desde 2002, mais de 14 mil e 500 pessoas se declararam vítimas de agressões sexuais cometidas por padres católicos.

"A carta do papa menciona pela primeira vez o abuso sexual como um crime, uma atrocidade", destaca a irlandesa Marie Collins, que, aos 13 anos foi vítima de abusos sexuais cometidos por um padre. "Mas ele não dá nenhuma indicação concreta sobre o que o papa quer realmente fazer", sublinha a idosa. 

Revolta contra a Igreja Católica

Diversas manifestações contra a Igreja Católica serão realizadas neste fim de semana na Irlanda, durante a visita do sumo pontífice. No Facebook, milhares de internautas irlandeses convidam os fiéis a "dizer não ao papa", boicotando a missa de domingo em Phoenix Park. Em paralelo, as ruas de Dublin também serão palco de uma marcha contra a vinda do santo padre.

"A visita do papa é difícil para aqueles que sobreviveram os abusos. Ela desperta velhas emoções, como vergonha, humilhação desespero, raiva", diz Maeve Lewis, diretora da associação One in Four, que ajuda as vítimas de abusos sexuais cometidos por padres na Irlanda. Desde os anos 1980, o país viu sua quantidade de fiéis católicos passar de 90% a 80% da população.

Uma onda progressista que ganhou força nos últimos anos contribui para este fenômeno. Em 2015, o país legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em maio deste ano, a população disse "sim" à legalização do aborto em um referendo

Desde o ano passado, o governo foi assumido pelo primeiro-ministro Leo Varadkar, que é homossexual. O premiê, aliás, se reúne com o papa neste sábado, em um encontro onde promete abordar a pedofilia na Igreja Católica, as famílias formadas por pessoas do mesmo sexo e monoparentais. 

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