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Europa

“Ameaças não levam a lugar nenhum”, diz Comissão Europeia após ultimato da Itália

media Luigi Di Maio, Giuseppe Conte e Matteo Salvini no Senado em Roma AFP/Andreas Solaro

A Comissão Europeia afirmou nesta sexta-feira (24) que “as ameaças não levam a lugar nenhum”, em resposta ao ultimato do vice-presidente do Conselho italiano, Luigi di Maio, com relação à redistribuição dos migrantes do navio Diciotti, bloqueados num porto da Sicília. “Isso não serve para nada”, acrescentou Alexander Winterstein, porta-voz da União Europeia (UE).

“Comentários pouco construtivos não nos ajudam e nos afastam de uma solução”, continuou Winterstein, durante uma coletiva de imprensa com os membros do executivo europeu. “Como explicamos nos últimos dias, a Comissão trabalhou e continua trabalhando intensamente para resolver a situação.”

Luigi di Maio, que também é chefe do Movimento 5 Estrelas (M5S, partido antissistema), disse que a UE tinha até essa sexta-feira para propor uma redistribuição dos cerca de 170 migrantes para outros Estados membros. Di Maio ameaçou recusar o pagamento da contribuição anual de €20 bilhões ao orçamento europeu.

Ameaça italiana é inédita na história da UE

A Comissão Europeia, por sua vez, reuniu altos funcionários de 12 Estados membros nesta sexta-feira para discutir, informalmente, a questão migratória e propor soluções a longo termo, sem deixar de lembrar que cada país deve fazer a sua parte.

De acordo com os dados da Comissão Europeia, em 2016 a Itália contribuiu com cerca de 14 bilhões de euros ao orçamento do bloco europeu e recebeu, em retorno, 11,6 bilhões em diferentes projetos. Em 2017, o país obteve €10 bilhões do fundo. Até hoje, nenhum Estado membro recusou-se a pagar sua parte na contribuição, que é uma obrigação inscrita nos tratados da UE.

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