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Europa

Tchecos criticam governo nos 50 anos do fim da Primavera de Praga

media Tchecos saem às ruas em protesto contra governo no aniversário do fim da "Primavera de Praga". REUTERS/David W Cerny

Os tchecos e os eslovacos relembram nesta terça-feira (21) o 50º aniversário da ofensiva dos soviéticos contra a "Primavera de Praga". A data é marcada por vários protestos, inclusive contra o atual governo tcheco, acusado de proximidade com Moscou.

Conhecido como uma tentativa de “socialismo com rosto humano”, a “Primavera de Praga” foi um movimento pró-democracia, precursor da perestroica, que se traduziu principalmente por uma reforma política e econômica, além da abolição da censura. Mas na madrugada de 20 a 21 de agosto de 1968, tanques soviéticos, apoiadas por unidades búlgaras, húngaras, polonesas e da Alemanha Oriental acabaram com este sonho efêmero. Cerca de quinze tchecos, em sua maioria jovens, morreram nesse dia em frente à Rádio Praga, quando tentavam impedir, desarmados, a tomada do prédio. Pelo menos 400 pessoas ficaram feridas.

Nesta terceira-feira, uma cerimônia em homenagem às vítimas da intervenção e da ocupação soviética foi organizada diante da sede da Rádio Praga. Várias cerimônias, shows e comícios acontecem em toda a República Tcheca.

Mas as manifestações logo se transformaram em protesto contra o atual governo tcheco, dirigido pelo milionário Andrej Babis. Composto pelo movimento populista ANO de Babis e pelo partido social-democrata CSSD, este governo só foi capaz de conquistar o voto de confiança graças ao apoio do partido comunista KSCM, nostálgico do antigo regime, o que suscita críticas. "Quem governa com os comunistas desonra as vítimas da ocupação de 1968!", reclamava o cartaz de um manifestante.

Gritos de "Vergonha!" e vaias ensurdecedoras de centenas de manifestantes acompanharam o discurso de Babis, cercado de guardas-costas e acompanhado pelo chefe da Câmara Baixa, Radek Vondracek, membro do ANO. Os opositores criticam o premiê por ter pertencido ao partido comunista e por supostamente ter colaborado com a polícia secreta StB, antes de 1989.

Presidente tcheco não se manifestou

Já o presidente tcheco, Milos Zeman, que é acusado por seus críticos de uma política pró-russa, preferiu se manter em silêncio durante as celebrações. A ausência de Zeman, um ex-comunista assim como Babis, foi muito criticada pelos partidos da oposição de direita. Segundo seu porta-voz, Jiri Ovcacek, o presidente "já provou sua coragem ao se opor publicamente à ocupação em 1968".

Na Eslováquia, que se separou da República Tcheca em 1993, a data também é lembrada. "Agosto de 1968 faz parte de um desses eventos que é preciso sempre recordar para as futuras gerações. Esses momentos marcaram cada família e continuam na memória de nossos familiares e avós", indicou o primeiro-ministro eslovaco Peter Pellegrini, nas colunas do jornal Hospodarske Noviny desta terça-feira.

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