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Na Itália, jovens de Ribeirão Preto usam a hipnose como arte e experimento social

Na Itália, jovens de Ribeirão Preto usam a hipnose como arte e experimento social
 
Bruno Cossalter e Eduardo Cucick deixaram Ribeirão Preto (SP) para tentar a sorte longe de casa. Rafael Belincanta

Bruno Cossalter, 28 anos, saiu de Ribeirão Preto (SP) quatro anos atrás e fez o seu primeiro curso de hipnose em Salvador (BA). Desde então, a paixão por essa técnica tem transformado a sua vida. Na época, ele decidiu criar um canal no YouTube e ganhou milhares de seguidores depois que um de seus vídeos alcançou mais de 1 milhão de visualizações. Agora, junto com seu diretor Eduardo Cucick, Bruno tomou coragem e decidiu expandir suas fronteiras.

Rafael Belincanta, correspondente da RFI na Itália

A RFI encontrou a dupla em Sora, uma pequena cidade do interior da Itália a duas horas de Roma, quando eles voltavam do primeiro espetáculo público fora do Brasil. Bruno explica que não faz somente hipnose, mas também é um “mentalista” e define sua arte como um experimento social.

“Hipnose e mentalismo têm muitas coisas em comum, mas o mentalista é um artista; um artista que trabalha com a mente humana. Eu associei a hipnose à arte e agora utilizo outras ferramentas como a linguagem corporal e a programação neuro-linguística (PNL). Então, meus vídeos partiram dessa ideia de trabalhar com a mente das pessoas”, explica.

Sucesso como picpocket ou batedor de carteira

Mas foi uma outra habilidade de Bruno que levou um dos seus vídeos a superar a marca de 1 milhão de visualizações.

“O canal estourou quando eu implantei uma habilidade que é o pickpocket, que na Europa é muito famoso, que são os batedores de carteira. Eles pegam todos seus pertences sem que você perceba. Existe a versão artística do pickpocket, aqui na Europa é muito comum ter shows de pickpocket em que o artista extrai seus objetos e depois lhe devolve. Então, quando o pickpocket entrou no meu canal ele realmente explodiu”, conta.

Trabalho voluntário em fazenda

Em parceria com o consultor de mágica Eduardo Cucick, que agora dirige os vídeos, a dupla quer viver novas experiências e por isso decidiu sair do Brasil com dinheiro contado e só com passagem de ida. Eles ficam até o final de julho trabalhando como voluntários em uma fazenda. Em troca, recebem comida e cama. No tempo livre, podem fazer suas apresentações aos hóspedes ou nas cidades próximas.

“O nosso principal objetivo é divulgar o nosso trabalho, mostrar as nossas habilidades, e um desses objetivos era fazer isso sem dinheiro. Estamos aqui fazendo trabalho voluntário, nos apresentamos para os hóspedes, fomos à rua: uma coisa é você se apresentar no Brasil, na sua língua, no seu povo, nas suas regras. Quando você está em outro país é preciso ‘resetar o seu mindset’ e construir tudo de novo. Foi um grande desafio mas a gente percebeu um acolhimento muito grande, principalmente aqui em Sora onde não tem entretenimento, onde não existe aquela mentalidade do tipo ‘quer me vender alguma coisa’ ou ‘vai me pedir alguma coisa’. Estamos sendo muito bem recebidos, e como artistas”, confirma Bruno.

Eduardo aproveita o fato de estar “isolado” em meio ao verde, longe do barulho das grandes cidades para programar os próximos passos da dupla e do canal no YouTube.

Novos experimentos

“Estamos escrevendo um curso e um show. Temos pesquisado e assistido bastante coisas e fazendo anotações. Eu queria inserir alguns experimentos científicos, um que estamos pensando em trabalhar chama-se “experimento da mão de borracha”, que é quando a pessoa tem a sensação que a mão dela é uma outra mão. Você coloca uma mão de borracha e faz umas coisas que no final do processo, às vezes, acontece de dar uma martelada na mão de borracha e a pessoa sentir na própria mão. Tem alguns efeitos também que são conhecidos como atos de duas pessoas, e que nunca vimos ninguém no Brasil fazendo algo parecido, e que agora estamos conseguindo desenvolver métodos e textos sobre isso”, adianta Eduardo.

Bruno quer que seu canal seja uma fonte de inspiração para que as pessoas possam descobrir e usar seus talentos.

“Uma das minhas ideias ao sair do Brasil era ser livre, literalmente ser independente de um sistema, não ser dependente de dinheiro. Eu realmente preciso de dinheiro para ter experiências, tenho que ser rico, milionário? Na verdade não. A nossa ideia é provar para nós mesmos e inspirar pessoas por meio do canal de que é possível realizar sonhos e que as pessoas estão presas em um sistema. Conhecer o mundo depende muito mais de uma atitude pessoal de se libertar desse sistema, romper com crenças limitantes do que o dinheiro em si. Tanto é que estamos aqui, o nosso objetivo é ganhar dinheiro com o que a gente sabe: mágica. Mas tem gente que sabe tocar um instrumento, que sabe cozinhar. Se você sabe fazer alguma coisa, você pode converter isso em dinheiro. E é isso que a gente quer inspirar nas pessoas: ser livre, conhecer o mundo, ter experiências incríveis e não ficar preso a um sistema”.

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