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Europa

Em coletiva, Trump faz muitos autoelogios e diz que May é uma "negociadora durona"

media O presidente americano, Donald Trump, e a primeira-ministra britânica, Theresa May. Stefan Rousseau / POOL / AFP

Brexit, comércio, Coreia do Norte, Rússia e Síria foram alguns dos assuntos abordados pelo presidente americano, Donald Trump, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (13), em Chequers, casa de campo dos premiês britânicos, a 70km a noroeste de Londres. A entrevista aconteceu depois de encontro entre os dois líderes.

May reiterou a importância da parceria histórica entre Estados Unidos e Reino Unido. “É a mais profunda do mundo e só tem a crescer. Os dois países salvam vidas juntos”, declarou.

Com caras e bocas e muitos autoelogios, Trump assegurou que não tem ressalvas à maneira como May vem aplicando o Brexit, um dia depois de tê-la criticado em entrevista ao jornal The Sun. “Faça o que quiser, contanto que possamos comercializar, é isso que interessa”, disse Trump a May.

O americano não economizou elogios à britânica, dizendo que é uma “negociadora durona”, “muito esperta e capaz”. “Prefiro tê-la como amiga do que inimiga”, acrescentou. “O Reino Unido vai ter novamente controle de suas fronteiras e leis, além de se libertar das políticas comum de agricultura e pesca”, lembrou.

CNN boicotada

No meio da coletiva, Trump se recusou a deixar um jornalista da rede CNN fazer uma pergunta, dizendo que “não fala com quem faz fake news”.

Sobre o encontro que vai ter com o presidente russo, Vladimir Putin, na segunda-feira, em Helsinque, Trump disse que a proliferação nuclear vai ser um dos temas principais a ser abordado. Ele declarou ser difícil lidar com Moscou porque ele é acusado de ser pró-Rússia. “Eu não amo a Rússia, eu amo a América”, afirmou. Mas ele acrescentou que quer ter uma boa relação com o Kremlin.  

Theresa May ignorou perguntas sobre Trump ter dito que o ex-chanceler Boris Johnson poderia ser um bom premiê e sobre se sentiu ofendida com as observações do americano sobre sua maneira de lidar com o Brexit.

"Ninguém fez melhor que eu"

Trump declarou que recebeu vários pepinos da administração anterior, mas que “ninguém fez melhor que ele em apenas 160 dias”. Ele acrescentou que herdou vários desastres. “Mas estou consertando todos, um por um”. Como exemplos, ele falou na Coreia do Norte e que o próximo seria a Crimeia.

O presidente americano apontou a metralhadora de críticas dessa vez para Angela Merkel. Ele disse que o gasoduto Nord Stream 2, apoiado pela Alemanha, é “algo horrível, um grande erro”, pois o projeto, com apoio alemão, “vai encher os cofres de Moscou de dinheiro”. Durante a cúpula da OTAN, Trump já havia acusado Berlim de ser "prisioneira da Rússia".

Gasoduto polêmico

O gasoduto Nord Stream 2, cujas operações estão previstas para o começo de 2020, tem uma capacidade de 55 bilhões de metros cúbicos ao ano, o que permitirá duplicar as capacidades da atual Nord Stream. O trajeto das duas seria o mesmo: da costa báltica da Rússia até a Alemanha.

A rota pelo mar Báltico permite evitar que a distribuição do hidrocarboneto russo passe pelos dutos que atravessam a Ucrânia, país com o qual Moscou tem relações tensas e do qual retirou, em 2014, a península da Crimeia. No primeiro trimestre de 2018, o Nord Stream tornou-se a principal entrada de gás russo na União Europeia (UE), com 36% frente aos 34% que transitaram através da Ucrânia, segundo dados da Comissão Europeia.

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