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Europa

Em meio a crise interna, ministro britânico das Relações Exteriores pede demissão

media A primeira-ministra britânica Theresa May atribuiu nesta segunda-feira as demissões do ministro das Relações Exteriores, Boris Johnson, e o do Brexit, David Davis, a divergências sobre a saída da União Europeia (UE). REUTERS/Simon Dawson

O ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, apresentou seu pedido de demissão nesta segunda-feira (9), de acordo com anúncio de Downing Street, em plena guerra no governo sobre os rumos do Brexit.

"Nesta tarde, a primeira-ministra Theresa May aceitou a renúncia de Boris Johnson. Seu substituto será anunciado em breve", informou o gabinete da premiê em um comunicado. Johnson não deu nenhuma declaração sobre sua decisão.

Johnson se junta ao ministro do Brexit, David Davis, que se demitiu após May ter convocado uma "cúpula" de seu governo, na sexta-feira (6). Na reunião, May reiterou que quer manter estreitos laços econômicos com a UE e disse a seus ministros para seguirem suas instruções.

Os “eurocéticos” mais duros, como Johnson e Davis, pretendiam cortar por completo o vínculo com os sócios europeus - sobretudo com a Justiça europeia - e se dedicar a tecer acordos de livre-comércio com países como Estados Unidos ou Austrália.

Guerra contra May

Davis negou que tenha a intenção de liderar uma rebelião interna contra May. Porém, a demissão de Johnson aproxima essa possibilidade, levando em conta a fraqueza parlamentar da primeira-ministra, que tem de se apoiar nos unionistas norte-irlandeses para governar.

May atribuiu as demissões de Johnson e de Davis a divergências sobre a saída da União Europeia (UE). "Nós não estávamos de acordo em como materializar o resultado do referendo" de saída da UE, disse May.

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