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Europa

Merkel contorna crise de migrantes e salva governo após acordo com ministro na Alemanha

media A chanceler alemã, Angela Merkel, e o ministro do Interior da Alemanha, Horst Seehofer, em 20 de junho de 2018. REUTERS/Hannibal Hanschke

A chanceler alemã Angela Merkel e seu ministro do Interior, em profundo conflito sobre a política de imigração alemã, anunciaram na noite desta segunda-feira (2) que chegaram a um acordo para evitar a queda do governo.

"Depois de dias difíceis e duras negociações, acho que encontramos hoje um bom compromisso", disse a chanceler a repórteres após uma tentativa final de conciliação com seu ministro, Horst Seehofer, que exigia fronteiras alemãs fechadas a requerentes de asilo já registados em outros países da União Europeia (UE).

"Depois de intensas negociações, nós concordamos em medidas para reduzir a imigração ilegal", disse o ministro, que preside o conservador partido bávaro, CSU. O terceiro parceiro da coalizão do governo de Merkel, o Partido Social Democrata, o SPD, ainda não disse se aceita os termos do acordo.

"Temos um acordo claro sobre como evitar a imigração ilegal nas fronteiras entre a Alemanha e a Áustria no futuro", disse Seehofer, pondo fim ao impasse de várias semanas sobre a política de migração. "Este acordo muito sólido, que corresponde às minhas idéias, permite-me continuar a liderar o Ministério Federal do Interior", acrescentou. No dia anterior, ele havia oferecido sua renúncia, por não conseguir encontrar um acordo com a chanceler. Seehofer finalmente mudou de idéia e propôs uma última tentativa de negociação.

O compromisso alcançado prevê que, no futuro, os requerentes de asilo que chegam à Alemanha, mas que já se encontram registados em outros países da UE, sejam levados a "centros provisórios" diretamente na fronteira, em vez de serem acolhidos em todo o país.

Expulsão

Originalmente, o ministro do Interior havia exigido a repulsão na fronteira de todos os migrantes registrados em outro país. Mas Merkel recusou em nome da coesão europeia, para evitar um "efeito dominó" no continente. O acordo põe fim a um impasse de semanas entre Merkel e seu aliado conservador bávaro, que ameaçou a sobrevivência do frágil governo de coalizão da Alemanha.

Seehofer chegou a ameaçar sobrepor o veto da chanceler e decretar unilateralmente controles mais fortes nas fronteiras. Isso teria resultado em sua demissão pela chanceler e no colapso da coalizão governamental.

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