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Brasileira ajuda a criar novo sistema de navegação por satélite mais preciso

Brasileira ajuda a criar novo sistema de navegação por satélite mais preciso
 
A doutoranda brasiliense Juliana Damaceno. R. Belincanta

A doutoranda brasiliense Juliana Damaceno, 28 anos, integra um grupo de pesquisa que estuda para tornar mais eficientes e precisos os sinais de satélites para a geolocalização. Atualmente, ela faz parte do projeto Treasure, financiado pela União Europeia, que utiliza dados da rede de satélites Galileo para aperfeiçoar os Sistemas de Navegação Global por Satélite (GNSS). O objetivo é lançar um novo protótipo no mercado, que poderá ser utilizado para tornar a agricultura mais sustentável ou até mesmo em carros que viajam em segurança sem motorista.

Na sede do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) em Roma, Juliana estuda uma parte da atmosfera que hoje é o grande desafio a ser superado pelos cientistas da geolocalização: a ionosfera. O contínuo construir e desconstruir do plasma de íons que compõe a ionosfera interfere na precisão dos satélites.

“A ionosfera traz 5 metros de erro e é considerada o maior fator de erro e eu estou estudando a ionosfera, estou criando um modelo para o conteúdo total de elétrons e cintilação dessa camada. Estou começando esse modelo a partir de um projeto iniciado no Brasil: esse projeto se chama CALIBRA e é um acrônimo em inglês para Atenuação das Limitações nas Aplicações GNSS de Alta Acurácia devido aos distúrbios ionosféricos no Brasil. Durante o projeto foi montada uma rede de receptores apropriados para o estudo da ionosfera com os índices do conteúdo total de elétrons e índices de oscilação ionosférica e eu começo meu estudo a partir desse projeto”.

Juliana quer encontrar um modo para evitar essa variação de 5 metros, o que é uma distância estelar para os estudiosos e também para nós, aqui na superfície da Terra.

Juliana Damaceno, 28 anos, integra um grupo de pesquisa que estuda para tornar mais eficientes e precisos os sinais de satélites para a geolocalização. R. Belincanta

Afinal, encontrar a estrada mais rápida ou compartilhar uma posição com o celular virou uma necessidade cotidiana. E isso, hoje, acontece graças a um sistema muito conhecido e também impreciso, o GPS.

“O GPS dos Estados Unidos, que foi o primeiro sistema a ser desenvolvido permanece em funcionamento junto com o russo GLONASS e, desde dezembro de 2016 temos o sistema europeu Galileo, no qual o meu projeto é focado. Já o sistema chinês tem dois nomes: COMPASS ou BEIDOU, que deve estar em pleno funcionamento até 2020. Para que cada constelação funcione é preciso ter pelo menos 24 satélites”, explica Juliana.

Uma vez que os sistemas de geolocalização são militares, os países podem a qualquer momento decidir de interromper as concessões bloqueando o sinal. O sistema europeu Galileo é o único a promover um sistema de navegação de uso civil e pode ajudar a superar os efeitos de perda de precisão justamente no Brasil, completamente coberto pela Anomalia do Atlântico Sul, onde a radiação cósmica é a maior do planeta e os satélites ficam às cegas.

“A acurácia é de grande importância no Brasil como, por exemplo, na estabilização das embarcações de petróleo. No Brasil, existem vários pesquisadores que estudam a ionosfera mas que, infelizmente, não têm muito financiamento para realizar a manutenção dessas redes ou até mesmo para contratar bolsistas para a pesquisa espacial. Apesar do Treasure ter foco na Europa com o Galileo, ele é um projeto global. Então, se melhorarmos aqui, também no Brasil teremos melhorias”, antecipa.

Os estudos estão somente no início e dentro de três anos são esperados os primeiros resultados concretos. Porém, o mercado já está interessado em conhecer os resultados do protótipo que será criado.

“O interesse do mercado seria na redução de custos como, por exemplo, na agricultura. Teríamos a redução do uso de insumos por meio da racionalização guiada. Por meio dos satélites ‘diremos’ ao trator: coloque o insumo nesta posição e nesta quantidade. Com isso, melhora o preço para todo o mercado e de alguma forma melhora o meio ambiente”, explica.

Juliana ainda arrisca um outro uso para a futura tecnologia, que poderá revolucionar o modo como nos locomovemos.

“Você pode ter a opção de um veículo que se guie automaticamente: é o futuro nas nossas mãos!”.


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