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Europa

Fosso ideológico entre França e Alemanha dificulta avanços na Europa

media A imprensa francesa destaca hoje os desafios políticos na Europa e as reformas que a França vem fazendo para se aproximar da Alemanha em competitividade econômica. Fotomontagem RFI

A imprensa francesa dedica nesta terça-feira (5) extensas reportagens aos desafios políticos na Europa e às reformas que a França vem fazendo para se aproximar do padrão de competitividade econômica da Alemanha.

De acordo com a manchete do diário econômico Les Echos, o presidente Emmanuel Macron deve anunciar até o fim do mês um plano de reforma do Estado de grande envergadura, visando reduzir os gastos públicos em 4 pontos do PIB, o equivalente a € 30 bilhões até o fim do mandato, em 2022. Atualmente, as despesas públicas consomem 54,7% da riqueza nacional.

As diretrizes desta reforma são elaboradas por especialistas do grupo Cap22, que reúne empresários, economistas e personalidades de várias áreas. As propostas que o grupo irá apresentar para arbitragem de Macron envolvem cortes nos programas sociais do governo, as áreas da saúde, educação e audiovisual.

As reformas de Macron são aplaudidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), como noticiam Les Echos e o conservador Le Figaro. Uma equipe do FMI, atualmente em visita a Paris, elogia a rapidez com que o centrista vem efetuando as mudanças, mas ressalva que o nível de gasto público do país ainda tem de baixar.

Macron também pressiona por reformas na União Europeia, mas esbarra em grandes diferenças de interpretação e diagnóstico dos problemas com o governo de Angela Merkel, na Alemanha. Les Echos e Le Figaro resumem os pontos de consenso e de divergência. O diário econômico evoca um verdadeiro fosso ideológico entre Merkel e Macron sobre a visão da União Europeia.

Merkel x Macron: diferenças de interpretação dos problemas

A Alemanha está disposta a transformar o Mecanismo Europeu de Estabilidade, um fundo destinado a socorrer os países membros em caso de crise financeira, em um Fundo Monetário Europeu. A França preferia ter um orçamento comum para a zona do euro, que poderia ser usado em caso de choques assimétricos nos países. Pela primeira vez, Merkel admitiu esta semana que a zona do euro necessita de um plano de investimentos consistente. Porém, ela ainda é comedida no montante, enquanto Macron luta por um plano ambicioso.

Paris e Berlim estão prestes a fechar um acordo que vai corrigir o desequilíbrio fiscal das empresas nos dois países, mas continuam divergindo sobre "a taxa Gafas", imposto que seria aplicado aos gigantes americanos de alta tecnologia. Merkel tem medo das consequências das políticas de Donald Trump para a economia alemã e acha que o momento não é oportuno para provocar ainda mais os Estados Unidos. Quanto ao projeto de Defesa comum, pouca coisa evoluiu.

Governo antissistema italiano  

No que diz respeito à política migratória, Macron e Merkel estão de acordo com a proposta da Comissão Europeia de destinar € 400 por ano para cada migrante acolhido num país do bloco, mas continuam enfrentando a resistência das nações do Leste, que não respeitam a política de cotas de refugiados ditada por Bruxelas, explica o jornal Les Echos.

Le Figaro e Le Parisien analisam os primeiros passos do novo ministro do Interior da Itália, o líder de extrema-direita Matteo Salvini. Ele quer expulsar milhares de migrantes do país e diz que não irá admitir que "a Sicília se torne o maior acampamento de migrantes da Europa". Salvini quer criar centros de "retenção" para fazer a triagem daqueles que não teriam direito a asilo. Apenas sírios e eritreus receberiam documentos de entrada no bloco. Os demais poderiam passar até 18 meses "retidos" até uma eventual deportação.

Os tunisianos, que já são 40 mil na Itália, estão na mira do político extremista por serem considerados migrantes econômicos, sem razão que justifique o acolhimento na União Europeia. Salvini quer reforçar as patrulhas no Mediterrâneo como uma fronteira externa da União Europeia. Caso a Comissão Europeia não ajude a Itália a lidar com a crise migratória, Salvini ameaça formar uma aliança com o governo xenófobo do ultranacionalista Viktor Orban, na Hungria, contra os países ocidentais do bloco.

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