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Europa

Novo governo italiano promete revisar reforma trabalhista adotada por Renzi

media Luigi di Mario avalia que a reforma trabalhista gerou mais insegurança para os trabalhadores italianos. REUTERS/Tony Gentile

O novo governo italiano, formado pelo populista Movimento 5 Estrelas (M5S) e a Liga, de extrema-direita, promete voltar atrás na reforma trabalhista adotada pelo ex-premiê Matteo Renzi, adotada em 2015 e que reduz a proteção dos trabalhadores. Com o novo Código do Trabalho em vigor, caíram algumas restrições às demissões em grandes empresas do país e incentivos fiscais passaram a ser dados para empregos temporários.

Renzi, de centro-esquerda, havia adotado as medidas para enfrentar a crise econômica e o desemprego na Itália, em especial entre os jovens. Na época, as grandes companhias aprovaram o alívio fiscal e simplificação das demissões.

Em dois anos, os resultados práticos das medidas, porém, são contraditórios: postos de trabalho foram abertos, mas a maioria são contratos temporários. O nível de desemprego segue elevado, de 11,2% em abril.

O líder do M5S, Luigi di Maio, garante que vai revogar as modificações. Ele assumiu o Ministério do Trabalho e da Indústria, no governo que tomou posse na sexta-feira (1°).

“Não apenas as pessoas não têm segurança no emprego para ter uma família, como não têm segurança nem para reservar as férias”, declarou Di Maio, em uma mensagem publicada no Facebook. “Se queremos reforçar a economia, devemos diminuir as incertezas e uma das razões dessas incertezas é a lei trabalhista, que precisa ser revista”, escreveu, sem dar mais detalhes.

Analistas afirmam que o mais importante para o país melhorar os índices de desemprego seria aumentar os investimentos em educação e tecnologia e ampliar as parcerias entre as universidades e escolas profissionais com as empresas, a exemplo do que foi feito na Alemanha.  

Com informações da AFP

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