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Europa

Crucifixos se tornam obrigatórios em prédios públicos da região alemã da Baviera

media Segundo o ministro-presidente da Baviera, Markus Söder, o crucifixo não é "um símbolo religioso", mas "uma marca histórica e cultural". Peter Kneffel / dpa / AFP

Um decreto polêmico que impõe a instalação de um crucifixo na entrada dos edifícios públicos na região conservadora alemã da Baviera entrou em vigor nesta sexta-feira (1°), em meio a acusações de que a medida seria uma manobra política antes das eleições regionais.
 

O ministro-presidente da Baviera, Markus Söder, membro do partido conservador bávaro, que é aliado da chanceler Angela Merkel, justificou a decisão em abril ao afirmar que instalar crucifixos "não é promover um símbolo religioso, e sim reconhecer uma identidade e a expressão de uma marca histórica e cultural".

Todos os ministérios regionais, palácios de justiça, delegacias de polícia e instituições públicas sob a autoridade do estado regional devem colocar um crucifixo em um local visível do saguão, de acordo com a norma. Até agora apenas as salas das escolas do ensino básico e as salas de audiência dos tribunais regionais eram obrigada a ter um crucifixo.

Manobra com fins eleitorais

O anúncio foi denunciado por seus críticos como uma manobra com fins eleitorais: a União Social Cristã (CSU) da Baviera, que governa esta rica região do sul da Alemanha, levou o discurso cada vez mais para a direita desde que Merkel abriu as portas do país para mais de um milhão de refugiados em 2015.

A CSU corre o risco de perder a maioria absoluta nas eleições previstas para 14 de outubro, ameaçada pelo partido anti-islã e anti-Merkel Alternativa para a Alemanha (AfD).

O Partido Verde e a esquerda radical Die Linke denunciaram uma medida populista e contrária à Constituição. Um dos principais líderes da Igreja Católica alemã, o cardeal Reinhard Marx, também criticou os dirigentes bávaros que, com este medida, criam "divisão e desconcerto".

(Com informações da AFP)
 

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