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Europa

Após renunciar, Conte é novamente designado primeiro-ministro da Itália

media Giuseppe Conte será o chefe do primeiro governo populista da história da Itália REUTERS/Alessandro Bianchi

Após uma reunião que durou pouco menos de uma hora, o presidente italiano Sergio Matarella pediu nesta quinta-feira (31) a Giuseppe Conte, um professor de direito italiano, pouco conhecido em seu país, que ele forme um governo pela segunda vez em oito dias. Após renunciar em 27 de maio, ele imediatamente concordou com a proposta do chefe de Estado e apresentou sua lista de ministros rapidamente. Este será o primeiro governo formado por uma coalizão populista na história da Itália.

O novo governo tomará posse às 16h, horal local, em Roma, nesta sexta-feira (1°), segundo anúncio da Presidência italiana. Depois de fazer o juramento oficial, Giuseppe Conte solicitará a confiança do Parlamento, onde os dois partidos que o apóiam, a Liga (de extrema-direita) e o Movimento de 5 estrelas (M5S, anti-sistema) têm a maioria, em ambas as casas.

Desta vez, o presidente Sergio Mattarella validou a lista dos dois partidos aliados para implementar o programa anti-austeridade e pró-segurança aprovado por ambos há quase duas semanas. "Todas as condições estão reunidas para um governo M5S / Liga", anunciou Luigi di Maio (M5S) e Matteo Salvini (Liga) em um comunicado enviado pelo M5S, depois de uma tarde de discussões que pôs um ponto final a quase três meses de negociações.

Na correria, Carlo Cottarelli, que foi instruído na segunda-feira (28) a formar um governo de especialistas, após o fracasso da primeira tentativa de Conte, entregou seu mandato ao presidente Mattarella nesta quinta-feira (31) à noite, sob os aplausos da imprensa local, abrindo caminho para a convocação do jurista.

Composição

Paolo Savona, o economista de 81 anos que amedrontou a União Europeia porque considera o bloco uma "prisão alemã" e defende um "plano B" contra o euro, se tornará ministro dos Assuntos Europeus.

Para o Ministério da Economia e Finanças, os dois aliados chegaram a um acordo com o nome de Giovanni Tria, professor de economia política próximo às ideias da Liga, em particular sobre a baixa radical e a simplificação dos impostos, mas que se posiciona a favor da manutenção da Itália na Zona do Euro.

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