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Europa

Míssil que derrubou voo MH17 na Ucrânia estava sob controle das forças russas

media Destroços do voo MH17 da Malaysia Airlines encontrados na região de Donetsk, na Ucrânia, no dia 22 de julho de 2014. REUTERS/Maxim Zmeyev/

O míssil usado para derrubar o voo MH17 da Malaysia Airlines em 17 de julho de 2014, quando o avião sobrevoava o leste da Ucrânia, pertencia às Forças Armadas da Rússia. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (23) pelo chefe da brigada criminal da polícia holandesa, Wilbert Paulissen, que investiga a tragédia.

A explosão do aparelho em pleno voo causou a morte dos 283 passageiros e 15 tripulantes, a maioria holandeses, durante o conflito armado entre separatistas ucranianos da região de Donetsk, apoiados pela Rússia, e o exército ucraniano. O voo comercial fazia a ligação entre Amsterdã e Kuala Lumpur, na Malásia.

Os investigadores concluíram que o míssil "Buk-Telar" estava sob o controle da 53ª Brigada antiaérea do exército russo, disse Paulissen. "Todos os veículos do comboio transportando o míssil faziam parte das forças russas", acrescentou o oficial holandês durante uma conferência de imprensa transmitida pela televisão. Segundo Paulissen, o Buk tem "uma série de características únicas que criam uma espécie de impressão digital para um míssil".

Em setembro de 2016, investigadores internacionais já haviam concluído que o míssil havia sido enviado da Rússia para uma área controlada pelos separatistas no leste da Ucrânia. No entanto, eles não revelaram quem disparou o míssil. Até agora, a equipe internacional recriou meticulosamente a rota utilizada pelo comboio militar, que partiu de Kursk, na Rússia, em direção à fronteira ucraniana. O deslocamento está registrado em fotos e vídeos.

Os promotores que trabalham no inquérito disseram que reduziram para "algumas dezenas", e não mais uma centena, o número de pessoas investigadas no caso do voo MH17.

Moscou, que apoia os rebeldes separatistas da Ucrânia Oriental, sempre negou qualquer participação no acidente com o aparelho da Malaysia Airlines, acusando a Ucrânia pelo desastre.

Fase final da investigação

O investigador-chefe Fred Westerbeke disse nessa quinta-feira que a investigação está em sua "fase final", acrescentando que "ainda há trabalho a ser feito". "Nos últimos anos, nós recolhemos muitas evidências, mas ainda não estamos prontos para prosseguir com as acusações", afirmou.

As autoridades holandesas anunciaram que o julgamento de qualquer suspeito detido no caso acontecerá na Holanda, conforme um acordo fechado entre os países que participam das investigações.

Encontro entre Macron e Putin

O conflito no leste da Ucrânia deve ser um dos assuntos espinhosos a serem discutidos nesta quinta-feira entre o presidente francês, Emmanuel Macron, e Vladimir Putin, em São Petersburgo.

A viagem de Macron à Rússia tem o principal objetivo de discutir a salvação do acordo nuclear iraniano, que também é apoiado por Moscou. Mas o presidente francês deve tentar conversar com Putin sobre assuntos em que os dois divergem: não apenas o conflito na Ucrânia, mas a guerra na Síria, em que França e Rússia estão em lados opostos do front.

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