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Europa

Vitória de Netta Barzilai no Festival Eurovisão vira festa de rua em Tel Aviv

media A cantora israelense Netta Barzilai venceu o Eurovisão surfando na onda do movimento #MeToo. REUTERS/Pedro Nunes

Ela era uma das favoritas. A cantora israelense de 25 anos Netta Barzilai venceu o Festival Eurovisão da Canção, realizado na noite de sábado (12) em Lisboa. A canção "Toy", inspirada no movimento mundial contra o machismo #MeToo, conquistou o público nesta 63ª edição da competição.

Netta Barzilai lançou uma mensagem a favor da emancipação feminina e contra toda forma de assédio. "Obrigada por terem aceitado a diferença e apoiado a diversidade", declarou a cantora, chorando. "Adoro o meu país".

Durante um momento, o candidato austríaco Cesar Sampson conseguiu ficar em primeiro lugar após o voto dos jurados profissionais nacionais, gerando surpresa. Mas graças aos pontos dos telespectadores dos 43 países participantes, a israelense conseguiu superá-lo.

A voz potente de Netta Barzilai, sua movimentação no palco, incluindo uma dança que lembra um frango, além do tema da canção, mais do que atual, conquistaram o público. Ela sucede ao cantor português Salvador Sobral, vencedor no ano passado em Kiev.

O resultado provocou uma enorme onda de entusiasmo em Israel, que venceu o Eurovisão três vezes, em 1978, 1979 e 1998. Centenas de fãs expressaram sua felicidade dançando em frente à prefeitura de Tel Aviv, alguns até se jogando na água nesta esplanada. A cantora foi parabenizada por telefone pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que lhe disse: "Você é a melhor embaixadora de Israel, nós amamos você".

A brasileira Laura Rizzotto, residente em Nova York, representou a Letônia, mas não avançou na competição.

Maratona musical tem Caetano Veloso

Um momento alto da noite foi protagonizado por Salvador Sobral, que subiu ao palco junto com um de seus ídolos, Caetano Veloso, na primeira apresentação do artista português após um transplante de coração no começo de dezembro.

A maratona audiovisual de três horas e meia, que é realizada desde 1956, ofereceu mais uma vez uma variedade de gêneros musicais e performances impressionantes.

A cantora grega de origem albanesa Eleni Foureira, representante de Chipre, e o irlandês Ryan O'Shaughnessy embalaram o público. Eleni Foureira se apresentou com a canção intitulada "Fuego", de ritmo pop sensual. Mas, apesar das comparações com Shakira e Beyoncé, foi preterida.

Em um registro intimista e ousado ao mesmo tempo, a balada do irlandês Ryan O'Shaughnessy foi acompanhada de uma coreografia romântica entre dois homens, o que lhe custou a censura da China durante a retransmissão das semifinais.

Com um orçamento de 20 milhões de euros, o mais baixo da última década, a televisão pública portuguesa RTP desenhou um espetáculo mais "teatral", limitando o uso de projeções de vídeo e novas tecnologias. O objetivo era honrar a ideia lançada há um ano por Salvador Sobral: "A música não são fogos de artifício, mas sentimentos".

A aposta deu certo pelo menos na França: a final do Eurovisão registrou a melhor audiência da noite de sábado desde 2009, com 5,2 milhões de telespectadores. A final da competição foi transmitida pelo canal da TV pública France 2.

Com informações da AFP

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