Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 16/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 16/08 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 16/08 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 16/08 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 16/08 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 16/08 09h30 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 12/08 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 12/08 09h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Últimas notícias
  • Morre, aos 76 anos, a cantora Aretha Franklin
Europa

Quim Torra promete trabalhar pela independência da Catalunha

media Quim Torra durante discurso durante o debate do Parlamento catalão. REUTERS/Juan Medina

O Parlamento catalão iniciou neste sábado (12) o debate para empossar como presidente o separatista Quim Torra, sucessor do exilado Carles Puigdemont. Mas os separatistas não conseguiram maioria absoluta e a decisão final foi adiada para segunda-feira (14).

Esse editor e advogado de 55 anos foi designado por Puigdemont para assumir "provisoriamente" a presidência, depois que a Justiça e o governo espanhol impediram sua reeleição durante meses por estar morando no exterior e em função de um processo de extradição que pesa contra ele. "Quero deixar claro que nosso presidente é Carles Puigdemont", pontuou, antes de iniciar seu discurso na Câmara, deixando em aberto um retorno do ex-líder, se sua situação legal permitir.

Torra homenageou os líderes separatistas exilados ou detidos e se engajou na criação de uma república catalã se for eleito. No entanto, ele evitou usar a palavra "independência", e preferiu falar de um processo constitucional, seguido de um debate cidadão.

O duro discurso provocou a reação imediata do governo espanhol de Mariano Rajoy, que controla diretamente a região desde a frustrada declaração de independência de 27 de outubro e desde o afastamento do ex-presidente Puigdemont e de seu gabinete. Em um contundente e incomum comunicado, o premiê acusou Torra de articular um "discurso frentista", "sectário e divisor, renunciando a governar para o conjunto dos catalães e estimulando as tensões". O chefe do governo também advertiu que responderá diante de "qualquer violação da lei".

Diálogo com Madri

Apesar da troca de farpas, Torra se mostrou aberto para negociar com Madri. "Nós estamos dispostos a dialogar amanhã mesmo", disse ele, em espanhol, dirigindo-se a Rajoy.

Suas palavras também acirraram os ânimos na Câmara catalã, reflexo de uma sociedade dividida, quase em partes iguais, entre partidários e críticos da independência. "É uma oportunidade perdida para iniciar a reconciliação" entre catalães, criticou Inés Arrimadas, líder do partido de centro-direita Cidadãos, o mais votado nas eleições regionais. "Você representa o nacionalismo identitário excludente", acrescentou ela, lembrando de uma série de antigos tuítes do candidato, com comentários muito ofensivos contra os espanhóis.

Posse de Torra ainda não está garantida

Embora os separatistas controlem a Câmara regional, a posse de Torra não está garantida. Depois de fracassar na tentativa de reunir uma maioria neste sábado, o debate será retomado na segunda-feira. 

Com um número praticamente equivalente entre os dois grandes partidos separatistas e os opositores, Torra depende dos quatro deputados do partido separatista mais radical, o anticapitalista CUP, que quer um programa de ruptura rumo à secessão. Caso se abstenham, Torra será presidente. Se votarem contra, os separatistas terão de buscar uma solução antes de 22 de maio. Se não houver um novo governo até essa data, novas eleições serão necessárias.

(Com informações da AFP)

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.