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Moradores de Berlim são convocados a usar quipá em manifestação contra antissemitismo

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Moradores de Berlim são convocados a usar quipá em manifestação contra antissemitismo
 
Homem utiliza um quipá durante conferência organizada pelo Comitê judeu-americano, em 24 de abril de 2018, em Berlim. Michael Kappeler / dpa / AFP

Depois de um ataque contra dois jovens que usavam quipá em plena capital alemã, na semana passada, a comunidade judaica convocou para esta quarta-feira (25), em Berlim, uma grande manifestação contra o antissemitismo. A segurança em torno do evento – que vai contar com a presença de autoridades – deve ser reforçada.

Cristiane Ramalho, correspondente da RFI na Alemanha

O ataque, que aconteceu em plena luz do dia, em Prinzelauer Berg, um bairro badalado de Berlim, ganhou mais visibilidade porque foi filmado por uma das vítimas – um jovem israelense, que, por ironia, não era judeu. De família árabe, ele resolveu usar o quipá – que ganhou de presente de um amigo – para provar que Berlim é segura para quem usa este símbolo religioso.

Não deu certo. O rapaz foi insultado e surrado com um cinto pelo agressor, um jovem sírio, de 19 anos, que já se apresentou à polícia e que teria sido identificado como refugiado.

No ano passado, foram registrados quase 1.500 incidentes ligados ao antissemitismo. Em sua imensa maioria, por parte da extrema-direita. Mas o novo ataque acendeu o sinal de alerta para o preconceito de origem árabe e muçulmana na Alemanha.

Ouvido pela RFI, o alemão Serhat Karakayali, doutor em sociologia e especialista em migração, diz que o fenômeno, em si, não é novo. Mas ganhou uma nova dimensão: "O debate já acontecia antes, mas ficava restrito a grupos que trabalham em bairros onde há forte imigração árabe e muçulmana em Berlim, como Neukölln e Kreuzberg. Mas só agora se tornou um grande tema para a opinião pública. Até então, nunca tinha sido realmente uma questão nacional.”

Muçulmanos devem participar da luta contra antissemitismo

O ataque da semana passada foi condenado por autoridades alemãs, incluindo a própria primeira-ministra, Angela Merkel. As associações da comunidade judaica, porém, querem que o governo faça mais para conter essas agressões, que incluem até mesmo bullying nas escolas. Elas pedem ainda que a própria comunidade muçulmana participe da luta contra o antissemitismo.

O ataque também foi criticado pelo presidente do Conselho Central dos Muçulmanos, Aiman Mazyek, que lembrou que ‘antissemitismo, racismo e ódio’ são considerados pecado pelo Islã. Mas deu mais munição para a legenda de ultradireita AfD, que adota um discurso xenófobo e islamofóbico.

Os organizadores do evento de hoje – batizado de ‘Berlim usa quipá’ – pedem que os manifestantes usem o símbolo religioso em sinal de solidariedade. O uso do quipá nas grandes cidades, em situações normais, no entanto, foi desaconselhado pelo presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Josef Schuster, que acredita ele pode não ser seguro.

Bandeiras queimadas

O sinal de alerta para o antissemitismo de origem árabe no país ganhou visibilidade ainda no final do ano passado, quando manifestantes árabes queimaram bandeiras de Israel em Berlim.

Agora, existe ainda o temor de que a agressão aumente o preconceito contra os próprios muçulmanos, que costumam ser vítimas de ataques motivados por racismo ou intolerância religiosa. Em Berlim, há casos, por exemplo, de mulheres que já tiveram o véu arrancado e foram cuspidas só pelo fato de serem muçulmanas.

Na Alemanha, o fenômeno do antissemitismo encontra terreno fértil, muitas vezes, entre os mais jovens. Como os fãs do rapper Kollegah (Felix Blume). Convertido ao Islã, ele lançou há pouco uma letra com o seguinte verso: “O meu corpo é mais definido do que os dos que estiveram em Auschwitz”. Uma tirada de mau gosto que levantou, mais uma vez, a discussão sobre os limites da arte no país.


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