Ouvir Baixar Podcast
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 18/11 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 18/11 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 18/11 14h00 GMT
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 18/11 08h57 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 18/11 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 18/11 08h30 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 16/11 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 16/11 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Europa

Divergências fazem Merkel frear projeto europeu de Macron

media A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Emmanuel Macron, durante coletiva de imprensa em Berlim, em 19 de abril de 2018. Kay Nietfeld/Pool via Reuters

Os principais projetos de reforma da União Europeia, promovidos pelo presidente francês Emmanuel Macron, estão cada vez mais prejudicados pelas diferenças com a Alemanha em questões como a Defesa do bloco ou a criação de um Fundo Monetário Europeu.

Quase um ano depois de sua eleição com um discurso pró-europeu, seguida de declarações sobre a necessidade de uma reação europeia após o Brexit, pode ser que a desilusão tenha chegado para o presidente francês. "O projeto parece muito difícil de ser realizado, e, na minha opinião, acontecerão apenas pequenas reformas", disse Stefani Weiss, analista da fundação alemã Bertelsmann.

A revista alemã Der Spiegel vai além: "A iniciativa europeia do presidente francês estará morta e enterrada após apenas sete meses". A visita de Macron a Berlim nesta quinta-feira permitiu averiguar o tamanho da distância que lhe separa do governo de Angela Merkel - uma coalizão de conservadores e socialdemocratas - em temas como a política de defesa europeia.

Defesa

Para além dos grandes discursos, os recentes bombardeios ocidentais na Síria demonstraram as diferenças entre França e Alemanha no âmbito militar. No seio da UE, apenas França e Reino Unido - que deve deixar o bloco no ano que vem - se associaram aos Estados Unidos nos ataques contra instalações do regime sírio. A Alemanha se negou a participar, mas apoiou a ofensiva.

A postura de Merkel desperta controvérsia, embora se explique pelas rigorosas pressões parlamentares na Alemanha e o pacifismo de grande parte da opinião pública. "Quando há homens massacrados, é preciso passar à ofensiva", criticou um ex-ministro de Defesa da chanceler, Karl-Theodor zu Guttenberg.

Em entrevista ao jornal Bils, ele denunciou as "palavras vazias" de um governo que repete sua intenção de assumir mais responsabilidade internacionais, enquanto "deixa o trabalho sujo para os outros". Para o jornal Die Welt, "Macron busca Trump durante conflito na Síria, e não Merkel". O problema é que na Alemanha a questão do uso da força militar continua a ser um tabu, apesar das missões comuns com a França em locais como Mali.

Além disso, mesmo que Berlim quisesse se comprometer mais em matéria de Defesa, não poderia, devido ao mau estado de seu material militar - provocado pela escassez de investimentos. "A Alemanha está presa entre a falta de vontade e de capacidade de agir" e, com a Síria, "mostrou que não pode aspirar ao posto de potência dominante na Europa", acredita Thomas Jäger, professor de Relações Internacionais em Colônia.

Reforma da zona do euro

O futuro de outro grande projeto de Macron, a reforma da zona do euro, com a criação de um orçamento autônomo para estimular o investimento, também está em suspenso.

No novo governo alemão, muito frágil politicamente, os conservadores mostram ceticismo crescente em relação aos planos do presidente francês, mantendo sua tradicional aversão à ideia de ter que pagar pelos outros.

Nesta semana, vários membros do partido da chanceler criaram entraves ao projeto de criação de um Fundo Monetário Europeu. "Não sei porque teria que fazer da felicidade de Macron o centro do meu programa político", criticou, na terça-feira (17), um dos dirigentes do grupo parlamentar conservador, Alexander Dobrindt.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.