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Europa

Com Brexit, risco de divisão volta na Irlanda do Norte, 20 anos após acordo de paz

media O ex-primeiro-ministro Tony Blair (e) junto com o ex-presidente norte-americano Bill Clinton relembram as negociações que resultaram no acordo de paz na Irlanda do Norte, há 20 anos. REUTERS/Clodagh Kilcoyne

Os irlandeses e os norte-irlandeses relembram nesta terça-feira (10) o aniversário de 20 anos da assinatura do acordo de paz que acabou com 30 anos de divergências e conflitos sobre a permanência do país no Reino Unido. Mas duas décadas mais tarde, o risco de uma divisão na região volta à tona com o debate sobre o Brexit.

Assinado em 10 de abril de 1998 pelos governos britânico e irlandês, com o apoio da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos, o texto ficou conhecido como acordo da Sexta-Feira Santa. O compromisso concedeu mais autonomia política à Irlanda do Norte e suspendeu a fronteira física com a República da Irlanda. Mas até então, a maioria protestante da província britânica defendia a permanência como parte do Reino Unido, enquanto os católicos queriam a reunificação com a República da Irlanda.

No centro da batalha estava o Exército Republicano Irlandês, mais conhecido como IRA. Esse grupo paramilitar católico tentava separar a Irlanda do Norte do Reino Unido e reanexá-la à República da Irlanda. Eles lideraram um conflito armado que deixou mais de 3.500 mortos durante três décadas.

Tony Blair relembra as difíceis negociações

"Eu não sabia se íamos chegar a um acordo até, literalmente, minutos antes disso acontecer", lembrou nesta terça-feira o ex-primeiro-ministro Tony Blair, que dirigia o governo na época. A intensidade dos últimos três dias, nos quais "as possibilidades de um fracasso aumentavam hora a hora", e a "liderança corajosa" dos envolvidos levaram o acordo adiante", contou Blair, que comemora o aniversário em Belfast junto aos protagonistas das negociações. Participam da celebração oficial George Mitchell, emissário americano nas discussões do texto em 1998, o ex-presidente americano Bill Clinton e antigos líderes irlandeses e norte-irlandeses.

Vinte anos depois do acordo, o processo de paz continua sendo frágil. E mesmo se em 2005 o IRA entregou suas armas e renunciou oficialmente à violência, o tema da divisão entre Irlanda e Irlanda do Norte ainda é fonte de tensões, como atualmente com o debate sobre o Brexit.

Reestabelecimento de fronteiras

A Grã Bretanha e a República da Irlanda se uniram ao bloco europeu em 1973 e atualmente são membros do mercado único e da união aduaneira, o que significa que não há necessidade de controles aos viajantes e às mercadorias. E desde que o acordo de paz foi assinado, a fronteira entre as duas Irlanda foi completamente esquecida pelas pessoas e empresas que puderam desfrutar das vantagens da União Europeia. Cerca de 30 mil pessoas cruzam hoje a linha fronteiriça, diariamente, para trabalhar de um lado ou de outro.

Mas Blair alerta para o risco de reintrodução de controles na fronteira entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda. Segundo ele, o Brexit "muda o que antes era simetria das relações entre Irlanda, Reino Unido e Europa, que agora se rompe".

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