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Quais as regras para o consumo de transgênicos na União Europeia?

Quais as regras para o consumo de transgênicos na União Europeia?
 
Alimentação de frango costuma ser à base de transgênicos. Scott Olson/Getty Images/AFP

Um relatório publicado pela organização Mighty Earth, em parceria com a RFI, alertou para o quanto a importação de soja transgênica pela União Europeia resulta em desmatamento na América do Sul -  em especial no Brasil, na Argentina e no Paraguai, os maiores produtores. Nesses países, as consequências negativas para a saúde dos agricultores também são graves, ressalta o documento. Além disso, o estudo demonstra a que ponto os consumidores europeus não têm consciência sobre a origem da alimentação dos animais que vão parar à sua mesa.

Com informações de Simon Rozé, da RFI

Por mais que, no bloco, a autorização para os produtos geneticamente modificados na alimentação humana seja restrita, as regras são bem mais brandas em relação à alimentação animal. No total, 50 produtos são permitidos e apenas um é produzido em solo europeu, o milho MON810 da Monsanto. O cultivo, no entanto, representa menos de 1% do milho europeu.

Ou seja, a imensa maioria dos transgênicos que desembarcam no continente vêm do exterior. O problema é que, na hora de comprar um produto no supermercado, o consumidor europeu se depara com normas ambíguas quanto às informações obrigatórias no rótulo. Um azeite de soja transgênica deve conter essa informação claramente indicada na embalagem – mas um presunto oriundo de um porco que consome soja transgênica, não.

Desta forma, afirma a diretora de campanhas da ONG, Etelle Higonnet, milhões de consumidores europeus compram alimentos sem saber que, na realidade, estão ingerindo indiretamente transgênicos.

“Não estamos cortando milhares de hectares de arvores nos Pirineus franceses, assim como ninguém queima a casa das pessoas e viola os direitos humanos das pessoas na região de Paris. Porém, nos Pirineus e em Paris, nós comemos queijo, ovos, presunto, que vêm de animais que geram esse tipo de violações na América Latina”, protesta Higonnet. “Acho que os franceses não estariam de acordo se soubessem disso.”

Medo de contágio acidental

Os produtores franceses que se preocupam com a origem da alimentação dos seus animais desde o início da cadeia podem adotar a etiqueta “100% sem transgênicos” – porém, na prática, poucos fazem essa escolha, por temer contaminações acidentais em meio ao processo. O impacto do engano na imagem da marca poderia ser fatal, em caso de escândalo.

O resultado é que, na maioria dos casos, eles preferem a menção “Sem Transgênicos” – o que não significa uma garantia absoluta de o produto estar livre de substâncias geneticamente modificadas. Uma contaminação de até 0,9% é tolerada – e, ainda assim, ignora o fato de que o animal possa ter consumido transgênicos, quando em vida. O índice de contagio também vale para os produtos orgânicos, que, no entanto, proíbem a alimentação animal com transgênicos.

“Hoje, 40% do frango consumido na França vem de importação. Nós sabemos perfeitamente produzir um frango de alta qualidade, para ocasiões especiais. Mas também precisamos pensar na alimentação do dia a dia e atender à demanda dos consumidores”, minimiza o presidente do Sindicato Francês da Indústria da Nutrição Animal, François Cholat. “A origem da alimentação das aves pode ser rastreada. Para nós, na Europa, não é muito fácil saber o que acontece na América do Sul, mas é algo que está sendo aprimorado. A rastreabilidade existe, só precisa ser adotada.”

Frustração de índios atingidos por plantações

Jim Wickens participou do estudo realizado pela Mighty Earth na Argentina e no Paraguai. Ele voltou estarrecido com o impacto social, ambiental e sanitário da produção intensiva da soja transgênica exportada para a União Europeia. O Brasil é o maior exportador de soja para a o bloco. Segundo o Parlamento Europeu, o país responde por 43,8% da soja importada, da qual 89% é geneticamente modificada.

“A França tem orgulho das suas tradições culinárias, mas o que as pessoas não percebem é que uma grande parte da alimentação dos animais vem do outro lado do mundo”, observa Wickens. “Conversei sobre a destruição da natureza com membros de uma comunidade indígena e eles ficaram boquiabertos quando souberam que sequer eram pessoas que comiam essa soja, mas sim animais. A cultura deles e os laços que eles têm com a terra estão sendo destruídos para alimentar o frango que comemos na Europa. É uma loucura.”


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