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Europa

"Se não conseguimos proteger seus dados, não merecemos vocês", diz dono do Facebook

media O escândalo fez as ações do Facebook despencarem 14% na Bolsa, o equivalente a mais de US$ 50 bilhões. REUTERS/Dado Ruvic

Mark Zuckerberg, dono do Facebook, rede social que se encontra em meio a um escândalo pelo uso sem autorização de dados pessoais de seus usuários, voltou a se desculpar neste domingo (25) em um anúncio de página inteira na imprensa britânica.  

"Temos uma responsabilidade: proteger os dados de vocês. Se não conseguimos, não merecemos vocês", escreveu Mark Zuckerberg em mensagem publicada na última página dos jornais britânicos deste domingo.

O Facebook está no centro de uma polêmica desde que foram reveladas as práticas da empresa Cambridge Analytica, acusada de recuperar - sem autorização - os dados de 50 milhões de usuários do Facebook e de tê-los usado com fins eleitorais na campanha presidencial de Donald Trump em 2016.

Mark Zuckerberg não menciona o nome da empresa, cuja sede em Londres foi inspecionada na noite desta sexta-feira (23), mas evoca o pesquisador russo Alexander Kogan, autor de um aplicativo que teria sido usado pela Cambridge Analytica para obter os dados.

"Talvez tenham ouvido falar de um aplicativo criado por um pesquisador universitário que permitiu vazar os dados de milhões de usuários do Facebook em 2014. Foi um abuso de confiança e lamento que não tenhamos feito mais no momento", declarou Zuckerberg com um estilo que recorda sua primeira mensagem de desculpas, publicada na quarta-feira (21). "Agora tomamos medidas para que isso não volte a se repetir", assegurou.

"Já impedimos que aplicativos desse tipo tenham acesso a tantos dados. Também limitamos a quantidade de dados, aos quais os aplicativos podem acessar quando alguém se identifica utilizando o Facebook", declarou Zuckerberg.

"Investigamos igualmente cada aplicativo que tenha tido acesso a uma grande quantidade de dados antes que solucionemos o problema. Acreditamos que existem outros. E quando encontrarmos, proibiremos e informaremos as pessoas afetadas", continuou Zuckerberg.

O escândalo, que afeta diretamente a imagem do Facebook, fez suas ações despencarem 14% na Bolsa esta semana, o equivalente a mais de US$ 50 bilhões em capitalização de mercado.

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