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Europa

Povo catalão protesta contra independência em Barcelona

media Milhares de pessoas marcharam contra a independência da Catalunha em Barcelona neste domingo, 18 de março de 2018. REUTERS/Albert Gea

Milhares de pessoas foram às ruas de Barcelona neste domingo (18) para protestar contra o processo independentista catalão. A marcha - organizada pela Sociedade Civil Catalã - contou com a participação de 7.000 pessoas, segundo a polícia. Os organizadores, no entanto, afirmaram que cerca de 200.000 manifestantes estavam presentes.

Uma bandeira dizendo "Agora mais do que nunca, sabedoria" abriu a marcha de domingo (18) em Barcelona, que contou com líderes regionais e até internacionais como o ex-primeiro ministro francês de origem catalã Manuel Valls. Atrás dela, centenas de bandeiras catalãs, espanholas e europeias. Antes do protesto, que reinvidicou a formação de um novo governo, o líder do partido Ciudadanos, Albert Rivera, pediu que os independentistas deixassem de enganar o povo e assumissem que o processo de independência fracassou. O grupo, que ganhou maioria no parlamento regional nas eleições de dezembro ainda não entrou em acordo para a escolha de um novo presidente, o que significa que a região de 7,5 milhões de habitantes continua a ser governada por Madri. Rivera afirmou ainda que estava preparado para voltar às urnas se o bloqueio institucional não se resolvesse. 

A atriz espanhola Rosa Maria Sardà também criticou a passividade do governo central de Mariano Rajoy, pedindo que o executivo faça mais para resolver a situação e dialogue com a Catalunha. Por sua vez, durante um discurso inteiramente em catalão, o ex-primeiro ministro francês Manuel Valls levantou aplausos quando afirmou que o futuro da Catalunha passa por uma Espanha unida e europeia. Segundo o político, a independência foi uma mentira, já que nenhum país da ONU reconheceu a declaração unilateral

Puigdemont lamenta não ter declarado independência antes

Enquanto milhares de pessoas marcharam contra a independência em Barcelona, o ex-presidente da região, Carles Puigdemont, afirmou lamentar não ter declarado independência mais cedo, afirmando que caiu em uma emboscada de Madri.

Em uma entrevista para um jornal suíço no domingo (18), Puigdemont - que continua exilado na Bélgica após ter sido acusado de conspiração e rebelião na Espanha - disse que sua intenção inicial era declarar a independência logo após o referendo organizado no dia 1º de outubro de 2017. No entanto, ele diz que decidiu deixar as portas abertas para um possível diálogo com o governo central, atitude - segundo ele - sugerida por membros do próprio governo. "Eu agi de maneira responsável, mesmo arriscada, já que todo mundo esperava uma declaração efetiva. Eu decidi dar chance ao diálogo. Infelizmente, era uma emboscada, já que não houve nenhuma reação positiva por parte do governo. Se eu pudesse refazer, não suspenderia a proclamação de independência," afirmou. 

O ex-presidente esteve em Genebra, na Suíça, neste final de semana para participar de um festival de cinema e direitos humanos. 

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