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Europa

Rússia expulsa 23 diplomatas britânicos em retorsão no caso do ex-espião

media A casa do ex-espião Serguei Skripal, em Salisbury, no sul da Inglaterra. REUTERS/Toby Melville

A Rússia determinou hoje a expulsão de 23 diplomatas britânicos de seu território, o mesmo número de funcionários russos expulsos do Reino Unido em retaliação ao envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha, na Inglaterra, no último dia 4. Eles têm uma semana para deixar o país.

Moscou também ordenou o fechamento do British Council no país, organismo responsável pelas relações culturais e de educação, além da revogação da autorização para abertura do consulado britânico em São Petersburgo. As medidas de retorsão foram comunicadas à embaixadora britânica, Laurie Bristow, chamada para uma reunião nesta manhã na sede do Ministério das Relações Exteriores na capital russa.

Londres acusa o presidente Vladimir Putin, que se prepara para ser reeleito amanhã, de ser responsável pela introdução da arma química usada contra o ex-espião no solo britânico. A droga pertence à família de gases neurotóxicos "Novitchok", desenvolvida na ex-União Soviética para uso militar. Desde o envenenamento de Skripal, as autoridades britânicas decidiram reabrir 14 investigações de mortes suspeitas não esclarecidas.

A Rússia ficou furiosa ante as acusações de Londres sobre o envolvimento de Putin no caso. Moscou decidiu abrir sua própria investigação sobre o escândalo. Os russos vão investigar a "tentativa de assassinato" da filha de Skripal, Yulia, que teria transportado de Moscou, sem saber, o agente químico que a contaminou e seu pai.

Os líderes ocidentais, contudo, não interromperam suas acusações pelo que consideram um uso sem precedentes de uma arma química em tempos de paz. A União Europeia alertou que na sua próxima cúpula, na quinta-feira (22), analisará o incidente e que passará uma "mensagem clara" a respeito. O incidente está provocando um confronto entre a Rússia e o Ocidente sem precedentes desde a Guerra Fria.

Na quarta-feira, a primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou a expulsão de 23 diplomatas russos, uma medida inédita desde a Guerra Fria, e o congelamento dos contatos bilaterais, uma decisão de Moscou considera "absolutamente irresponsável".

O ministro das Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, aumentou a pressão ao assegurar que Londres culpava o "Kremlin de Putin", e não a Rússia, pelo grave "uso de um agente neurotóxico nas ruas do Reino Unido, nas ruas das Europa, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial".

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondeu de imediato: "Qualquer menção ou referência a nosso presidente nada mais é do que escandalosa e imperdoável em termos de etiqueta diplomática". "Cedo ou tarde a Grã-Bretanha terá que fornecer provas conclusivas (...) Por enquanto, não vimos nenhuma", declarou Peskov.

Paralelamente, o Comitê de Investigações Russo afirmou que vai investigar outra morte suspeita, a de Nikolai Gluchkov, ex-diretor-geral da companhia aérea russa Aeroflot, cujo corpo foi misteriosamente encontrado na segunda-feira em sua residência em Londres. Pouco depois, a polícia britânica anunciou a mesma medida, uma investigação por "assassinato". Gluchkov morreu por "uma compressão no pescoço", segundo a polícia britânica. Ele era próximo de um magnata russo opositor, Boris Berezovski, que apareceu enforcado em sua casa britânica em 2013.

Agente químico Novichok

Londres, Berlim, Paris e Washington publicaram um comunicado conjunto no qual afirmam que a única explicação "plausível" para o envenenamento em 4 de março é a responsabilidade de Moscou. Também pediram ao Kremlin que dê informações sobre o programa de desenvolvimento de armas químicas Novichok. A existência deste agente foi revelada por um químico russo atualmente refugiado nos Estados Unidos, Vil Mirzaianov.

A Rússia desmente que tenha um programa para desenvolver estes gases e garante ter destruído todas as suas armas químicas sob controle internacional.

Silêncio de Putin

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, pediu na sexta-feira para a Rússia cooperar e garantiu que a Aliança Atlântica não quer "uma nova Guerra Fria. Contudo, a tensão de intensificou com o anúncio dos Estados Unidos de impor sanções à Rússia por sua suposta interferência nas eleições presidenciais americanas de 2016 e por vários ciberataques.

Moscou respondeu garantindo que também adotaria "represálias" contra Washington quando for o momento.

Outras acusações vão se somando: Washington acredita que hackers russos invadiram nos últimos três anos seus sistemas de controle de infraestruturas básicas, como usinas nucleares.

Por enquanto, Vladimir Putin tem mantido o silêncio sobre o caso, e se mantém em campanha para a presidencial de domingo.
   

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