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Europa

Locais por onde ex-espião russo passou apresentam rastros de contaminação

media Dentro do pub Mill, que o ex-oficial de inteligência russo Sergei Skripal e sua filha Yulia visitaram antes de serem encontrados envenenados em um banco nas proximidades de Salisbury REUTERS/Henry Nicholls

Autoridades britânicas anunciaram neste domingo (11) que encontraram "rastros de contaminação" do agente neurotóxico administrado ao ex-espião russo Serguei Skripal e a sua filha em um restaurante e um pub de Salisbury, sul da Inglaterra, que os dois visitaram em 4 de março.

Os cerca de 500 clientes que frequentaram os dois estabelecimentos entre domingo 4 de março às 13:30, horário local, e o seu fechamento no dia seguinte devem lavar seus pertences, por precaução, anunciaram autoridades sanitárias.

"Há rastros de contaminação com o agente neurotóxico no Mill Pub e no restaurante Zizzi de Salisbury", declarou em entrevista coletiva a diretora da saúde pública britânica, Sally Davies.

"Estou convencida de que isto não colocou em risco a saúde das pessoas que estavam no Mill Pub ou no Zizzi", completou, antes de informar que medida de precaução envolve "menos de 500 pessoas".

Segundo a rede BBC, rastros da substância tóxica estavam espalhados sobre e ao redor da mesa onde almoçaram Skripal, 66, e a filha Yulia, 33, antes de serem encontrados inconscientes em um banco de praça na cidade inglesa de Salisbury, onde o ex-espião vive.
   
Investigação complexa
   
As vítimas encontravam-se hoje "em estado crítico, porém estáveis", informou em entrevista coletiva Cara Charles-Barks, diretora geral do serviço público de saúde (NHS) em Salisbury. O policial internado após intervir no caso está consciente, e seu estado é grave, mas estável.

Várias pistas estão sendo estudadas, segundo a imprensa britânica, numa investigação em larga escala que busca elucidar uma tentativa de assassinato.

"É uma investigação complexa", assinalou hoje o chefe de polícia de Wiltshire, Kier Pritchard. Foram enviados reforços militares para remover objetos e veículos potencialmente contaminados.

Até agora, os investigadores identificaram mais de 240 testemunhas e receberam cerca de 200 provas, anunciou ontem a ministra do Interior, Amber Rudd, após uma reunião de emergência do governo.

A ministra considerou prematuro apontar responsabilidades concretas neste caso, mas, no Reino Unido, muitos acreditam que a Rússia esteja envolvida na trama, como afirmou o chefe da diplomacia britânica, Boris Johnson. Moscou nega envolvimento no caso.

Marina Litvinenko, viúva de Alexander Litvinenko, ex-agente secreto russo e opositor de Vladimir Putin envenenado em Londres em 2006, lamentou em declarações à BBC, em Londres, que "não se tenham tirado lições" do assassinato de seu marido.

(Com informações da AFP)

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