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Europa

Polícia britânica investiga como substância que envenenou espião russo chegou ao país

media Um policial protege o restaurante de Zizzi onde Sergei Skripal e sua filha Yulia foram envenenados pouco antes de serem encontrados no centro de Salisbury, Grã-Bretanha, 8 de março de 2018. REUTERS/Peter Nicholls

A Polícia britânica ainda investiga como chegou ao país a substância química que deixou o ex-agente secreto russo Serguei Skripal e sua filha Yulia entre a vida e a morte. O primeiro policial que atendeu pai e filha quando já estavam inconscientes, no domingo (4), em um banco na cidade de Salisbury, no sudoeste do país, encontra-se em estado grave.

Segundo a ministra do Interior, Amber Rudd, “quando todas as provas do que aconteceu estiverem reunidas, alguém será responsabilizado”, declarou. “Temos de ser metódicos, manter a cabeça fria e nos basearmos nos fatos, não em rumores”, acrescentou. De acordo com ela, os dois alvos do atentado ainda continuam em estado grave, e o policial fala e responde pàs erguntas. “Estou otimista quanto a ele, mas ainda é cedo”, declarou.

O caso traz à tona novamente o envenenamento de Litvinenko, outro espião russo que se tornou inimigo do Kremlin e morreu em 2006. Agentes russos colocaram polônio em seu chá em Londres.

Skripal é um ex-coronel condenado a 13 anos por traição, sob alegação de ter vendido informações ao serviço secreto britânico. Ele chegou ao Reino Unido em 2010 em uma troca de espiões realizada com a Rússia. Uma das hipóteses é que ele tenha recebido a substância envenenada em um "presente de amigos" que sua filha Yulia trouxe da Rússia, quando o visitava. A informação foi publicada pelo jornal The Times. Yulia era o único membro vivo da família de Skripal. Sua mulher morreu de câncer em 2012, e seu filho Alexander, de insuficiência hepática, em 2017, aos 43 anos, em São Petersburgo.

Outra suspeita é que o veneno tenha sido aplicado com um spray, ou misturado na comida ou bebida. Antes de serem encontrados gravemente feridos, Skripal e sua filha estiveram em um "pub" e em um restaurante italiano. Ambos foram isolados pela polícia no domingo. Uma testemunha, que viu pai e filha no restaurante, disse que Skripal estava "muito agitado" e "parecia perder a paciência".

Polícia não revela gás usado no atentado

O comandante da Polícia antiterrorista britânica, Mark Rowley, negou-se a identificar qual foi o gás usado no atentado. O gás sarin é o mais conhecido dos agentes químicos. Trata-se de uma potente substância neurotóxica, inodora e invisível. Basta um simples contato com a pele para que ela provoque a morte por parada cardiorrespiratória.

As vítimas se queixam, primeiramente, de violentas dores de cabeça e apresentam pupilas dilatadas. Depois, sofrem convulsões, paradas respiratórias e entram em coma, antes de falecer. Segundo fontes dos serviços de segurança citadas pelo jornal "The Sun", apenas alguns poucos laboratórios no mundo são capazes de produzir essas substâncias várias vezes usadas na guerra da Síria. Entre elas está o Yasenovo, perto de Moscou, que pertence aos serviços secretos.

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