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Europa

Tiroteio por ódio racial leva italianos a protestar contra o fascismo

media Muitos manifestantes vieram de outras cidades da Itália para protestar em Macerata, onde seis homens de origem africana foram feridos a bala na semana passada. REUTERS/Yara Nardi

Milhares de pessoas marcharam neste sábado (10) contra o fascismo em Macerata, no centro da Itália, uma semana depois de um tiroteio por ódio racial que deixou seis feridos nesta pequena cidade. O comércio foi parcialmente fechado por temor de distúrbios.

Muitos manifestantes chegaram de longe para participar do protesto, convocado por grupos antifascistas, ONGs, sindicatos e alguns partidos políticos de esquerda. Eles cantaram "Bella ciao" e outros clássicos do antifascismo.

"O clima na Itália está pesado neste momento e, nos últimos anos, permitimos que a direita se desenvolvesse. Sempre me manifestei, mas agora é mais necessário do que nunca", declarou à AFP Mafalda Quartu, uma aposentada que viajou de Florença.

"Se há desempregados, é culpa do governo, não dos migrantes", gritavam os manifestantes.

Precauções e tentativa de proibição

As autoridades da localidade fecharam as escolas, suspenderam os serviços de ônibus, cancelaram a missa de sábado à tarde e pediram que fechassem os estabelecimentos comerciais por conta da manifestação. O prefeito de Macerata, Romano Carancini (centro esquerda), havia pedido o cancelamento o ato para acalmar os ânimos, mas na sexta-feira a prefeitura decidiu autorizar o protesto, desde que fora do centro histórico.

Na quinta-feira (8) à noite, foram registrados distúrbios por enfrentamentos entre a Polícia local e várias dezenas militantes do pequeno grupo de extrema direita Forza Nuova, que protesta contra a imigração. No sábado passado (2), seis pessoas de origem africana ficaram feridas pelos disparos de um jovem com ligações ultradireitistas.

O homem, que atirou de seu carro, foi preso sem resistência nesta cidade de 43 mil habitantes. Os seis feridos são oriundos de Mali, Gana e Nigéria, segundo a agência de notícias Agi. O suspeito foi identificado pela imprensa como Luca Traini, de 28 anos. O ministro italiano do Interior, Marco Minniti, considerou o ato de "evidente ódio racial".

Com informações AFP

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