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Europa

Espaço conquistado pelo SPD na Alemanha consolida social-democracia na UE, diz Les Echos

media O jornal Les Echos desta quinta-feira (8) retoma em sua manchete a expressão utilizada por Merkel para anunciar a aliança: "ao preço de um compromisso doloroso, selamos um acordo". Reprodução

O novo cenário político no horizonte da Alemanha, com os sociais-democratas do SPD em posição de força num provável quarto mandato de Angela Merkel, é apreciado pelo presidente Emmanuel Macron e pela imprensa francesa. O futuro governo de coalizão alemão, caso seja efetivado, confirma a linha pró-europeia de Macron e consolida os valores da social-democracia em toda a Europa, avalia nesta quinta-feira (8) o jornal Les Echos.

O diário econômico retoma em sua manchete a expressão utilizada por Merkel para anunciar a aliança concluída na quarta-feira (7): "ao preço de um compromisso doloroso, selamos um acordo", comentou a chanceler. O SPD irá pilotar pastas-chave, incluindo os ministérios das Relações Exteriores, do Trabalho e das Finanças, que foi o principal escudo do bloco durante a crise financeira que depauperou os países do sul da União Europeia.

O social-democrata Olaf Scholz, futuro ministro das Finanças, é descrito como um político que deve adotar uma linha menos austera que seu antecessor, o intransigente Wolfgang Schauble.

Ex-deputado e ex-ministro do Trabalho entre 2007 e 2009, Scholz irá acumular o cargo de vice-chanceler, número 2 do governo. Ele deverá elevar as despesas públicas – uma reivindicação antiga dos vizinhos – e favorecer o consumo interno na Alemanha, reduzindo parte dos excedentes que causam desequilíbrio no bloco. Mas Les Echos garante que Scholz não é nenhum "deslumbrado" e não fará gastos além do necessário. "Ele já demonstrou no passado competência em matéria de contas públicas, quando participou da comissão de finanças do partido", assinala o jornal.

"Desgaste do poder é implacável"

A imprensa francesa é praticamente unânime sobre um ponto do acordo: Merkel e os conservadores pagaram caro pelo pacto. Ao ficar com os ministérios da Defesa, Economia, Educação e Saúde, enquanto os parceiros da Baviera irão pilotar as pastas de Transportes e do Interior, a influência dos cristãos-democratas da CDU será reduzida. Le Figaro relata que o jornal alemão Bild, de tendência conservadora, ficou tão frustrado que qualificou o acerto de "renúncia".  

Após a validação do acordo pelos militantes do SPD, Merkel exercerá seu último mandato, destaca Le Figaro, acrescentando que ele "será mais difícil e complicado" por trazer embutido um risco de fracasso. "O mecanismo de desgaste do poder é implacável", sublinha o texto.

Para Le Figaro, o contrato acertado entre os conservadores e os sociais-democratas carece de objetivos claros e simbólicos para a Alemanha. A principal ambição do pacto são as reformas para fortalecer a União Europeia. Fora isso, os dias de Merkel estão contados, estima o jornal, lembrando que o SPD incluiu uma cláusula de avaliação a meio mandato, ou seja, daqui a dois anos. Isso signififica que não está descartada a hipótese de eleições antecipadas, caso o casamento não dê certo.

Uma voz discordante sobre o impacto negativo para a chanceler é a do ex-ministro do Interior Mathias Fekl (governo Hollande). Franco-alemão criado em Berlim, ele declara em entrevista ao Aujourd'hui en France não ver Merkel enfraquecida. "A Alemanha vai continuar a defender seus interesses, inclusive financeiros", avisa. Fekl explica que no sistema político alemão, uma vez detalhado o programa de governo, escrito neste caso em 177 páginas, a chanceler é a guardiã de sua execução e é isso que lhe garante legitimidade.

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