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Europa

Britânicos copiam Macron e lançam partido anti-Brexit "Renovação"

media Destaque no jornal Aujourd'hui en France para o lançamento de um novo partido no Reino Unido inspirado na legenda criada pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Fotomontagem RFI

Os preparativos para o lançamento na semana que vem, no Reino Unido, de um novo partido inspirado no movimento Em Marcha, criado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, recebem destaque nesta segunda-feira (5) no jornal Aujourd'hui en France.

O novo partido britânico vai se chamar Reniew, Renovação em português, e tem como proposta promover uma grande reflexão sobre a política britânica após o choque provocado pela aprovação do Brexit, a saída do país da União Europeia, em junho de 2016.

A nova sigla conta com o apoio declarado de parlamentares do francês A República Em Marcha (LREM). Uma das maiores entusiastas é a deputada Amélie de Montchalain.

O partido francês e sua "cópia" compartilham o mesmo diagnóstico: o fracasso dos partidos tradicionais, no caso do Reino Unido, o Trabalhista e o Conservador. Ouvido por Aujourd'hui en France, o advogado Haseeb Ur Rehman, um dos fundadores da legenda e futuro candidato às eleições legislativas em uma circunscrição do nordeste de Londres, diz que "os dois partidos britânicos tradicionais não representam de fato a vontade dos eleitores".

Assim como o LREM, o Renovação "terá um programa profundamente europeu", asseguram seus fundadores. A responsável pela Comunicação, Sandra Khadhouri, conta que eles irão iniciar um giro pelo país, propondo debates em torno de temas como imigração, educação, segurança e meio ambiente. Os primeiros encontros vão acontecer nas Universidades de Oxford e Cambridge. Depois, em pequenos grupos, os militantes devem viajar pelo interior, para discutir com eleitores que votaram majoritariamente a favor do Brexit, seja em regiões que sofreram um processo de desindustrialização e de perda de empregos ou por xenofobia.

Financiamento participativo

O Renovação também copiou do LREM o financiamento participativo de simpatizantes, que poderá ser feito por meio de doações diretamente no site do partido. A sigla relata à reportagem do Aujourd'hui en France já dispor de 220 candidatos potenciais às legislativas de 2020, em 650 circunscrições. "Personalidades de 18 a 73 anos, investidores, advogados e empreendedores, em sua maioria moradores de grandes centros urbanos." Um dos desafios do novo partido é atrair candidatos no norte do país, onde o fechamento de fábricas e o desemprego provocaram um desencanto dos eleitores com a política, enquanto em Londres há postulantes fazendo fila.

Uma questão que atormenta os militantes é saber se eles serão capazes de crescer sem uma figura carismática como Macron. O advogado Rehman acredita que sim, uma vez que os britânicos dão mais importância ao conteúdo dos programas do que às personalidades que os encarnam. Mesmo assim, a sigla vai apresentar três "líderes": um jovem de classe média, um jovem da classe trabalhadora e uma mulher de origem israelo-iraquiana. Aliás, é dela a frase que encerra a reportagem: "Temos pouco tempo, a única forma de ganharmos é um milagre Macron".

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