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Europa

Macron e Merkel combatem protecionismo antes da chegada de Trump a Davos

media O presidente francês Emmanuel Macron durante pronunciamento no Fórum Econômico Mundial de Davos em 24 de janeiro de 2018. REUTERS/Denis Balibouse

A chanceler alemã Angela Merkel protagonizou seu grande retorno à cena internacional nesta quarta-feira (24) ao lado do presidente francês Emmanuel Macron no Fórum Econômico Mundial de Davos (WEF, na sigla em inglês), na Suíça. A dupla representa o bloco europeu antes da chegada em massa das “tropas norte-americanas”. Em tom otimista, Macron disse, em inglês: “France is back”, a “França está de volta”.

“A França está de volta no coração da Europa”, proclamou o presidente francês Emmanuel Macron no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, nesta quarta-feira (24). Durante seu discurso, Emmanuel Macron centrou-se na defesa das reformas que ele deseja empreender na França, e lamentou a crise da globalização. Antes dele, Angela Merkel rejeitou o que chamou de “tentações protecionistas”.

A chanceler afirmou que "o protecionismo não é a melhor solução" para os problemas do mundo. "Se acharmos que as coisas não são justas, que os mecanismos não são recíprocos, então temos que encontrar soluções multilaterais, e não unilaterais", disse. Merkel elogiou ainda o multilateralismo comercial e a cooperação internacional diante do aquecimento climático, um dos princípios que Washington costuma atacar.

“Populismo é veneno”

"O populismo é um veneno”, disse a chefe do governo alemão, que conseguiu escapar das árduas negociações para formar uma coalizão de governo na Alemanha. Klaus Schwab, fundador do WEF, que anualmente reúne a elite econômica e política do planeta, falou várias vezes nos "tempos difíceis" atravessados pela chanceler dentro de casa.

Depois de apresentar as reformas iniciadas na França e as que deseja implementar, incluindo uma redução de 25% no imposto de renda das empresas e a taxa única sobre capital – o presidente francês externou o seu desejo de uma vanguarda econômica europeia para os próximos anos.

Convocando líderes empresariais e financeiros a se comprometerem na luta por um desenvolvimento econômico mais harmonioso, Emmanuel Macron afirmou que "viver num mundo darwinista [onde vence ‘o mais forte’] não é bom".

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