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Europa

Alemanha: Merkel e social-democratas chegam a acordo para governo

media A chanceler conservadora Angela Merkel e os social-democratas alemães chegam a um acordo de princípio para formarção de um governo nesta sexta-feira, depois de mais de 24 horas de negociações. REUTERS/Hannibal Hanschke

Depois de uma semana de intensas negociações, a chanceler alemã Angela Merkel e os social-democratas do partido SPD chegaram, na manhã desta sexta-feira (12) a um acordo de princípio para a formação de um governo. O acerto ainda deve submetido, nas próximas horas, à aprovação dos dirigentes dos partidos envolvidos - a aliança conservadora de Merkel, entre a CDU e a CSU, e o SPD.

A Alemanha enfrenta um impasse sem precedentes desde setembro, quando a coalizão conservadora venceu as eleições legislativas, mas não obteve maioria para governar. Desde então, também fracassaram os esforços de Merkel na tentativa de encontrar uma aliança entre os liberais do partido FDP e os ecologistas.

Ao fim das últimas 24 horas de negociações com os social-democratas, um documento divulgado à imprensa indica que a aliança conservadora e o SPD concordaram em limitar o número de refugiados acolhidos pelo país em 2.000 por ano. O texto também indica que eles querem reforçar a zona do euro e a aumentar a contribuição da Alemanha para o orçamento europeu.

As duas partes consentiram em transformar o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (MES) em um fundo monetário europeu, sob o controle do Parlamento. Essa verba poderia se transformar em um orçamento direcionado em investimentos na zona do euro, que ambos desejam reformar.

Agora, resta saber se o acerto vai ser consolidado pelos partidos envolvidos. Em caso de mais um fracasso para formalizar um governo, o país poderá realizar novas eleições ou ter um governo de minoria - pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.

Merkel enfraquecida

O futuro político da chanceler está em jogo. Ela está há 12 anos no poder. Na quinta-feira (11), Merkel havia admitido que ainda há grandes obstáculos no caminho para um acordo de governo definitivo com os social-democratas. Segundo a imprensa alemã, os dois lados seguem divergindo sobre questões fiscais.

"Quanto à CDU [União Democrata-Cristã), faremos tudo que estiver ao nosso alcance para buscar compromissos construtivos, mas achamos também que temos que fazer boas políticas para nosso país", explicou a líder. "As pessoas esperam de nós que encontremos soluções e com este espírito que trabalharei", acrescentou.

Para o analista político Karl-Rudolf Korte, a dirigente, enfraquecida depois de obter uma vitória decepcionante nas eleições de setembro, estará acabada no caso de um novo revés. Uma maioria dos alemães (56%) acredita que ela deixará o cargo antes do fim de seu eventual mandato, segundo pesquisa do jornal Handelsblatt.

O presidente alemão Frank-Walter Steinmeier, peso pesado do SPD, foi quem obrigou os dirigentes de seu partido, que estavam dispostos a permanecer na oposição, a negociar com Merkel para evitar eleições antecipadas. Uma nova votação poderia beneficiar principalmente o movimento de extrema-direita, a Alternativa para a Alemanha (AfD).

Segundo pesquisa publicada esta semana pela revista alemã Der Spiegel, o AfD tem 14,5% das intenções de voto, um resultado melhor do que o obtido nas eleições legislativas (12,6%) - quando a extrema-direita conseguiu votos suficientes para entrar no Parlamento pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial

Com informações AFP

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